Internacional

Mais de 180 manifestantes detidos em concentrações pró-Navalny

As manifestações não vão ficar por aqui. Estão previstas concentrações, esta quarta-feira, em cem cidades da Rússia, entre quais Moscovo e São Petersburgo às 19h00 locais (17h00 em Lisboa).


A polícia russa deteve mais manifestantes pró-Navalny. Pelo menos 182 pessoas em diversas regiões da Rússia foram detidas durante protestos não autorizados pela libertação do opositor do Kremilin.

De acordo com a organização não-governamental (ONG) OVD-Info, que identifica as manifestações no país, estas detenções ocorreram em pelo menos 40 cidades, nomeadamente na Sibéria e no Extremo-Oriente, locais onde existe uma diferença horária. Todas as manifestações foram marcadas para as 19h00 locais de cada cidade (12h00 em Lisboa).

Vários ativistas foram detidos ainda antes dos protestos, enquanto outros foram presos durante os desfiles. Também foram relatadas buscas em locais com ligação à organização de Alexei Navalny.

Porém, as manifestações não vão ficar por aqui. Estão previstas concentrações, esta quarta-feira, em cem cidades da Rússia, entre quais Moscovo e São Petersburgo às 19h00 locais (17h00 em Lisboa), no dia do discurso anual do Presidente Vladimir Putin.

Para a capital foram destacadas carrinhas da polícia e agentes para as diversas ruas de Moscovo. A praça Vermelha e uma praça adjacente, locais previstos para a manifestação, foram encerradas.

Já na Sibéria: "Navalny deve viver!", gritaram os manifestantes na cidade de Novossibirsk. Pelo menos 2.000 pessoas desfilaram nesta cidade e em Irkutsk, indicou o órgão independente Taiga.info.

A deputada municipal pró-Navalny de Novossibirsk, Khelga Pirogova, disse à AFP que nesta cidade os protestos estavam a decorrer "pacificamente, e sem detenções".

Depois da detenção de Navalny em janeiro, mais de 11.000 manifestantes foram detidos na última concentração e foram aplicadas pelo menos sete pesadas penas de prisão por acusações de "violência" contra a polícia.

Neste momento, Alexei Navalny está preso e em greve de fome há três semanas e, segundo os apoiantes, o seu estado de saúde necessita de cuidados, algo que não tem sido fornecido pela prisão, explicou a sua advogada.