Vida

Catarina Furtado fala sobre episódio de assédio sexual de que foi alvo

A apresentadora afirma que o tema "está na ordem do dia, mais do que nunca".

A entrevista de Sofia Arruda ao programa ‘Alta Definição’ voltou a alertar para a existência de assédio sexual no trabalho, neste caso, no meio televisivo. Foram já várias as mulheres que denunciaram situações semelhantes. Agora, a apresentadora Catarina Furtado lembra o seu caso, do qual falou pela primeira vez em 2018.

“Nos últimos dias, tenho recebido dezenas de telefonemas de jornalistas para falar sobre assédio sexual. Em 2018, dei uma entrevista, na qual falei, pela primeira vez, do meu caso pessoal. As razões que me levaram a falar naquela altura são diversas”, começou por dizer nas redes sociais.

Recorde-se que a apresentadora falou pela primeira vez sobre o caso em 2018, numa entrevista à Rádio Comercial. Quando questionada sobre qual o “momento mais embaraçoso” da sua vida, respondeu seriamente que se tratava de um episódio de assédio sexual em contexto de trabalho.

“Vou falar mesmo a sério agora. E não pensem que é moda, mas como agora toda a gente fala, há uma libertação geral. Foi quando fui assediada sexualmente”, revelou a apresentadora, na altura.

Agora, três anos depois, Catarina Furtado afirma que “este assunto está na ordem do dia, mais do que nunca”.

“Nem sempre abordado com a seriedade desejada. A tónica está, sempre, muito mais nas vítimas do que nos agressores. É fundamental encontrar as causas, perceber como as combater, dialogar com todos os intervenientes, de forma construtiva, com exigente reflexão, apoio da legislação, partilha de informação e urgente prevenção", disse, revelando que foi convidada, enquanto Embaixadora de Boa Vontade do Fundo de População das Nações Unidas, a apresentar o Relatório Mundial sobre População, 'O meu corpo pertence-me: reivindicando o direito à autonomia e autodeterminação'.

“A autonomia corporal é um direito humano. A autonomia corporal é o direito de dizer não e é o poder de dizer sim. A autonomia corporal é necessária para uma efetiva igualdade de género", defendeu.