Sociedade

Maioria dos portugueses quer vacina da covid-19. Renitência surge abaixo dos 60 anos

Meta de vacinar 70% da população depende também da adesão.

A maioria dos portugueses que ainda não foram vacinados quer fazer a vacina da covid-19 mas uma maior resistência poderá verificar-se não nesta fase do plano de vacinação, que abrange pessoas com mais de 65 anos, mas quando começarem a ser convocadas pessoas mais jovens.

Dados do inquérito da Escola Nacional de Saúde Pública, que nas últimas duas semanas voltou a colocar a questão no seu barómetro sobre a covid-19, mostra que 81,7% dos portugueses com mais de 16 anos que ainda não foram vacinados pretendem fazê-lo. Por outro lado, 7% responderam que não querem e 11,3% que ainda não decidiram. Carla Nunes, diretora da ENSP, salientou que os valores continuam a não ser preocupantes, dado que uma larga maioria está disponível para tomar a vacina logo que possível, salientando que neste momento o sexo e o nível de escolaridade já não são associados a menor ou maior intenção de fazer a vacina, sendo agora o único fator em comum a idade: é entre os 26 e os 45 e os 46 e 65 que mais pessoas dizem não querer fazer a vacina. Já a indecisão é mais frequente entre os 26 aos 45 anos.

Entre o final de agosto e início de setembro está previsto que 70% da população adulta seja vacinada, o que dependerá da adesão – as contas são feitas pela task-force no pressuposto de que todas as pessoas com mais de 30 anos são vacinadas. Até 23 de maio deverá ficar concluída a vacinação de pessoas com mais de 60 anos. A 13 de junho, a expectativa é vacinar maiores de 50 anos e até 1 de agosto quem tem mais de 40. Segue-se a faixa dos 30 anos, que ficando praticamente toda vacinada entre agosto e início de setembro, permitiria atingir a meta de ter 70% da população adulta do país vacinada ainda no verão.