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Eduardo Cabrita diz que fim do estado de emergência é uma "prova que o Governo fez o que devia fazer"

Segundo o ministro da Administração Interna, o relatório da última quinzena de março confirma que as decisões tomadas ao abrigo do estado de emergência pelo Presidente da República, Assembleia da República e Governo foram acertadas.


O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, utilizou, esta quarta-feira, o fim do estado de emergência para justificar todas as ações que o Governo tomou.

"Este relatório prova que o Governo fez o que devia fazer", assinalou Eduardo Cabrita no parlamento, no debate do relatório sobre a aplicação do estado de emergência, de 17 a 31 de março, período no qual se iniciou a vacinação em maior velocidade, incluindo dos mais idosos, e também a primeira fase de desconfinamento.

Recorde-se que foi neste período em que também reabriram as creches, jardins de infância e escolas do 1.º ciclo e que, na Páscoa, as medidas voltaram a apertar.

Eduardo Cabrita descreveu os resultados das medidas neste período como a vacinação dos maiores de 80 anos, a "redução muito significativa de casos", que obteve um máximo de 600 e que agora está a rondar valores abaixo dos 400, e ainda a redução em 38% do número de internamento em unidades de cuidados intensivos.

Segundo o ministro da Administração Interna, o relatório da última quinzena de março confirma que as decisões tomadas ao abrigo do estado de emergência pelo Presidente da República, Assembleia da República e Governo foram acertadas.

Para Cabrita, o “início do processo de desconfinamento” prova que “as medidas estavam adequadas” e que “os portugueses foram exemplares” no cumprimento das restrições.

Porém, de acordo com o último relatório do Governo, as forças de segurança reportaram um aumento no incumprimento das regras do estado de emergência no período de 17 a 31 de março.

Este relatório, entregue esta quarta-feira na Assembleia da República, revela que, ainda que a aplicação do plano de desconfinamento tivesse começado nesse momento, as restrições mantiveram-se, tendo sido registado um aumento das contraordenações (9.253) e das detenções (52 pessoas pelo crime de desobediência).