Sociedade

Assembleia Municipal de Odemira exige fim da cerca sanitária

O pedido ao Governo surge após a Assembleia Municipal do concelho se reunir para analisar a evolução da pandemia de covid-19 e a cerca sanitária nas freguesias de São Teotónio e Longueira-Almograve.


A Assembleia Municipal de Odemira exigiu, no domingo, por unanimidade, o fim da cerca sanitária nas freguesias de São Teotónio e Longueira-Almograve. Num documento, enviado ao Governo, a Assembleia exige a adoção de sete medidas estruturais e quatro medidas de combate à pandemia de covid-19 e sublinha a “situação mediatizada nos últimos dias” no concelho.

“Veio demonstrar que os órgãos municipais tinham razão, pois vinham afirmando e alertando ao longo dos últimos anos”, através de “inúmeras” tomadas de posição e moções aprovadas, para a “necessidade urgente” de o “Estado intervir neste território”, lê-se no documento, citado pela agência Lusa.

O que “muitos apelidam de ‘um desastre anunciado’, é fruto de um ordenamento territorial deficitário, só possível face a um Plano de Ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV) permissivo e desde sempre contestado pelos órgãos municipais”, sublinham.

O pedido ao Governo surge após a Assembleia Municipal do concelho se reunir para analisar a evolução da pandemia de covid-19 e a cerca sanitária nas duas freguesias. Assim, o Governo deve “decretar o fim imediato da cerca sanitária às freguesias de São Teotónio e Longueira/ Almograve face ao acentuado decréscimo dos índices de infeção nestas freguesias e no concelho, penalizadas pelo cálculo deficiente desses mesmos índices”, além de tomar “medidas imediatas de combate à sobrelotação e insalubridade de habitações” de trabalhadores do setor agrícola, “com a responsabilização dos empregadores”.

O município pede ainda a “integração imediata no cálculo dos índices de infeção de indicadores de imunidade e carga” no Serviço Nacional de Saúde e a “vacinação urgente de toda a população”.