Economia

Confederações unem-se em defesa das empresas e da economia

Eduardo Oliveira e Sousa chama ainda a atenção para os recursos financeiros disponibilizados pela União Europeia.


Recuperar clientes e mercados e adotar novas estratégias comerciais – num cenário de instabilidade, imprevisibilidade e mudança de hábitos dos consumidores –; aumentar a competitividade à escala internacional; captar e reter recursos humanos – com as competências adequadas à requalificação dos recursos humanos, sobretudo na área das competências digitais, e regeneração das empresas; alcançar estruturas financeiras mais sólidas por forma a aumentar a sua resiliência, impulsionando a recuperação e o crescimento e adequar e programar novos investimentos face aos novos desafios e à incerteza dos mercados, acelerando a introdução de novas tecnologias são grandes objetivos do agora criado Conselho Nacional das Confederações Patronais (CNCP), resultado da junção das várias confederações nacionais. 

“Conscientes das suas responsabilidades neste momento crucial da economia portuguesa, as cinco confederações representantes de setores estratégicos para o país decidiram juntar as suas vozes no CNCP, assumindo o compromisso de defender as empresas face à adversidade que as ameaça e à urgência de colocá-las no centro da recuperação, que deverá assentar numa nova geração de políticas públicas e na utilização eficiente, rigorosa e transparente dos recursos públicos, nacionais e europeus”, refere em comunicado. 

Para o novo organismo não há dúvidas ao defender a “urgência em preservar a sobrevivência do maior número possível de empresas, evitando o colapso de boa parte do tecido empresarial e a consequente escalada do desemprego, agravamento da crise social e destruição de capacidade produtiva, impõe a necessidade de delinear estratégias de médio e longo prazo para reforçar e acelerar a recuperação e encetar um novo ciclo de desenvolvimento, sólido e sustentado”.

Eduardo Oliveira e Sousa chama ainda a atenção para os recursos financeiros disponibilizados pela União Europeia: “seja através do Plano de Recuperação e Resiliência, seja através do próximo Acordo de Parceria e respetivos programas, deverão ser alocados coerentemente com essa estratégia de desenvolvimento económico que preconizamos”.