Economia

Portugal utilizou mais de 50% da quota de pesca de quatro espécies

No caso da solha, a utilização  já está em 102%, ultrapassando as 26 toneladas estipuladas para a captura da espécie. Seguem-se o biqueirão (74%), o cantarilho (58%) e os imperadores (55%).


Já utilizámos mais de 50% da quota de pesca para 2021 de quatro espécies, segundo dados da Direção-Geral de Recursos Naturais Segurança e Serviços Marítimos.

No caso da solha, a utilização  já está em 102%, ultrapassando as 26 toneladas estipuladas para a captura da espécie. Seguem-se o biqueirão (74%), o cantarilho (58%) e os imperadores (55%).

Por sua vez, a quota de pesca da sarda e do goraz aproximam-se da metade com, respetivamente, 46% e 45%.

Entre os 40% e os 20% de utilização encontram-se o linguado (40%), atum rabilho (35%), espadarte norte (35%), tamboril (28%), raia undulata (28%), areeiro (27%), raia 3LNO (26%), bacalhau -- atlântico noroeste (25%), espadim branco (24%), espada negro (22%), palmeta (22%), juliana (21%), raias (21%) e pescada (20%).

De acordo com os dados da DGRM, o goraz aparece com uma segunda quota de 600 toneladas, tendo já sido utilizado 19% desta quantidade.

Também com valores de utilização inferiores a 20% estão as quotas de espadim azul (17%), tintureira (16%), bacalhau -- atlântico nordeste (13%), lagostim (12%) e espadarte-sul (10%).

No final da tabela figuram as quotas do verdinho (7%), carapaus (4%), cantarilho (4%), novamente o bacalhau (4%), atum patudo (4%), atum voador norte (1%) e abrótea (1%).

Por utilizar permanecem as quotas do atum voador (sul), atum patudo WCPFC e do cantarilho (atlântico noroeste).

Alguns limites de captura ainda estão por fixar, nomeadamente, dos carapaus nos Açores e na Madeira, bem como uma outra quota do peixe-espada negro.

Em dezembro, o Conselho de Ministros das Pescas da União Europeia define, em regra, as quotas atribuídas aos Estados-membros para o ano seguinte, em águas nacionais e internacionais