Economia

Moratórias. 39,3 mil milhões de créditos até final de abril

Desde outubro (46,9 mil milhões) que se tem assistido a uma redução mensal do montante de empréstimos em moratória.


O montante global de empréstimos abrangidos por moratórias voltou a cair em abril. Tratou-se de um recuo de 3,6 mil milhões de euros face a março para 39,3 mil milhões de euros. Os dados foram divulgados pelo Banco de Portugal (BdP). “A redução do montante de empréstimos em moratória resulta do decréscimo tanto dos empréstimos em moratória concedidos a particulares como dos concedidos a sociedades não financeiras, que diminuíram 2,0 mil e 1,4 mil milhões de euros, respetivamente”, refere a entidade liderada por Mário Centeno.

“A evolução dos empréstimos em moratória concedidos a particulares é maioritariamente explicada pelos empréstimos com a finalidade habitação, que diminuíram 1,6 mil milhões de euros, refletindo sobretudo o término da moratória privada”, acrescenta o BdP.

Em março, o montante global de empréstimos abrangidos por moratórias ascendia a 42,8 mil milhões, uma redução face aos dados de fevereiro (45,6 mil milhões de euros) e de janeiro (45,7 mil milhões de euros). Desde outubro (46,9 mil milhões) que se tem assistido a uma redução mensal do montante de empréstimos em moratória.

Recorde-se que a moratória de crédito permite o adiamento temporário do pagamento das prestações de um empréstimo com o aumento do prazo do empréstimo por esse período. Na prática, um empréstimo que devia terminar em junho de 2030, com uma moratória de seis meses, será prolongado até dezembro de 2030.

Quanto à prestação, durante o período da moratória, poderá pagar apenas juros ou poderá simplesmente não pagar a prestação. Neste caso, os bancos irão contabilizar os juros decorridos durante o período de suspensão do crédito e adicionam-nos ao capital em dívida, ajustando o plano de reembolso quando a moratória terminar.