Economia

Novo Banco lucra 70,7 milhões de euros no primeiro trimestre

A instituição financeira garante que o “resultado líquido demonstra a viabilidade e capacidade de geração de valor do banco, finalizado o processo de reestruturação em 2020”.


O Novo Banco lucrou 70,7 milhões de euros nos três primeiros meses do ano, depois de ter apresenta uma perda de 179,1 milhões em igual período do ano passado.

A instituição financeira garante que o “resultado líquido demonstra a viabilidade e capacidade de geração de valor do banco, finalizado o processo de reestruturação em 2020”. António Ramalho na apresentação de resultados referentes a 2020 já tinha prometido lucros para este trimestre. E trata-se do primeiro resultado positivo do banco desde 2018. 

Para este resultado contribuiu a subida da margem financeira em 12% para 145,7 milhões de euros, assim como o incremento anual do produto bancário comercial (+5,3%; para 208,5 milhões) juntamente com menores custos operacionais (-5,1%; para 102,7 milhões). “Os custos operativos apresentam uma redução que reflete, além do investimento no negócio e na transformação digital, o foco na otimização de custos conseguida com a implementação de melhorias ao nível da simplificação e otimização dos processos, traduzindo-se numa melhoria dos rácios de eficiência do banco”, diz em comunicado. 

Só os custos com pessoal totalizaram 58,7 milhões (-4,4% em termos homólogos), “mantendo a evolução decrescente que se tem verificado nos últimos anos em resultado da recalibração contínua do modelo de negócio em prol do incremento da eficiência”. No final de março contava com 4557 colaboradores (menos 25 trabalhadores face ao passado), enquanto os gastos gerais administrativos diminuíram 7,8% face ao período homólogo, totalizando 35,9 milhões “devido a um esforço generalizado de redução de custos de funcionamento, juntamente com investimento no futuro do negócio. E fechou 2 balcões, passando a ter 357. 

As imparidades para crédito totalizaram 54,9 milhões, que incluem 21,8 milhões de imparidade para riscos relacionados com a covid-19, apresentando uma redução de -60,5% ou -84 milhões face ao período homólogo. 

O crédito a clientes (bruto) totalizou 24 952 milhões, apresentando uma variação de -1,1% face a dezembro de 2020, “evolução influenciada pela continuada estratégia de redução de créditos não produtivos (NPL)”, acrescentando que “no 1.º trimestre o Grupo NB concretizou a venda de uma carteira de créditos não produtivos e ativos relacionados (Projeto Wilkinson) com um valor bruto de 210,4 milhões”. 

Já as comissões registaram uma quebra de 8% nas comissões para 62,8 milhões de euros, uma descida que se deveu ao menor número de transações e à menor atividade bancária por causa da pandemia.