Sociedade

"Nada substitui o contacto entre os alunos e os docentes em sala de aula", defende SNESup

Na ótica do SNESup, no âmbito do cumprimento das regras de segurança e higiene neste nível de ensino, ao qual se soma a vacinação da maior parte dos professores e funcionários e de alguns alunos até ao início do próximo ano letivo, “os docentes entendem que o risco de surtos ou de novos casos será residual”.

 


À medida que se inicia o planeamento do arranque do próximo ano letivo (2021/2022), os docentes do Ensino Superior avisam que exigem o regresso à normalidade com o regime de ensino presencial.

“Tendo em conta o ritmo de vacinação no país e a evolução do número de casos covid-19, o Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) não encontra qualquer justificação para que a partir de Setembro/OutuNa ótica do SNESup, no âmbito do cumprimento das regras de segurança e higiene neste nível de ensino, ao qual se soma a vacinação da maior parte dos professores e funcionários e de alguns alunos até ao início do próximo ano letivo, “os docentes entendem que o risco de surtos ou de novos casos será residual”.bro todas as atividades letivas - aulas teóricas, práticas, teórico-práticas e avaliações - não decorram de forma presencial”, explica o órgão num comunicado enviado às redações.

Na ótica do SNESup, no âmbito do cumprimento das regras de segurança e higiene neste nível de ensino, ao qual se soma a vacinação da maior parte dos professores e funcionários e de alguns alunos até ao início do próximo ano letivo, “os docentes entendem que o risco de surtos ou de novos casos será residual”.

Reconhecendo que “a pandemia fez com que os dois últimos anos letivos tivessem decorrido de forma atípica com o recurso ao ensino à distância generalizado” e assinalando que mais de metade das licenciaturas - “que na esmagadora maioria têm a duração de três anos letivos” - foram levadas a cabo sem as interações presenciais entre docentes e discentes - tendo sido estas mediadas por “um ecrã de computador” -, o sindicato lembra que esta situação terá “graves repercussões na formação desta geração de estudantes”.

“Nada substitui o contacto entre os alunos e os docentes em sala de aula. E não é com base no regime generalizado de ensino à distância que em Portugal está desenhado o sistema de Ensino Superior”, sublinham, recordando que todos os cursos que passaram pelo crivo da Agência de Avaliação e Acreditção (A3ES)  foram acreditados com base no ensino presencial.

No documento, lê-se que “estas posições foram assumidas de forma unânime pelos docentes do Ensino Superior durante a última reunião do Conselho Nacional do SNESup”. 

É de lembrar que, no passado dia 19 de abril, no contexto da terceira fase do plano de desconfinamento, foi iniciado o regresso às aulas presenciais no ensino superior.

Ainda assim, a maioria das instituições manteve o sistema misto, com aulas presenciais e outras à distância, dividindo os alunos por turnos. Por outro lado, houve instituições que privilegiaram o ensino remoto até ao final do ano letivo e até algumas onde se voltou, em primeira instância, às aulas de cariz teórico e somente depois às de cariz prático.