Sociedade

Não havia tantos casos ativos de covid-19 no país desde o final de abril. Rt e incidência sobem

Lisboa e Vale do Tejo registou mais de metade dos novos casos de covid-19, bem como a única morte associada à doença das últimas 24 horas. Os internamentos aumentaram, mas o número de doentes em UCI permaneceu inalterado. Há 22 concelhos acima do limite de incidência definido pelo Governo.


Morreu uma pessoa em Portugal devido à covid-19 nas últimas 24 horas e foram diagnosticados 519 novos casos. De acordo com o mais recente boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS), divulgado esta sexta-feira, o país soma agora um total acumulado de 855.951 casos de infeção e 17.044 vítimas mortais desde o início da pandemia.

O número diário de novos casos desceu ligeiramente face aos últimos dias. Note-se que tanto na quarta como na quinta-feira, o país registou os maiores números de novos casos em mais de três meses, ao serem diagnosticados 890 e 910 novos casos, respetivamente.

O boletim mostra que a região de Lisboa e Vale do Tejo, a mais afetada pela pandemia nos últimos tempos, é responsável por 274 (52,8%) destes 519 novos casos. No Norte há mais 148 infetados, no Alentejo 22, no Centro 21 e no Alentejo 20. Na regiões autónoma dos Açores há 37 novas infeções, enquanto na Madeira há registo de dois novos casos - contudo, a DGS explica que o relatório não apresenta registo de novos casos neste arquipélago “por força da necessidade de transferência de cinco casos para as respetivas regiões de ocorrência".

A única morte por covid-19 das últimas 24 horas ocorreu na região de Lisboa e Vale do Tejo.

O número de internados aumentou ligeiramente. Há agora 306 pessoas com covid-19 internadas nos hospitais portugueses, mais 11 do que ontem. Já em UCI estão 72 pessoas, número que permanece inalterado face ao último balanço.

Mais 295 pessoas recuperaram da doença, elevando para 814.318 o número de pessoas que estiveram infetadas e conseguiram vencer o vírus.

Portugal tem atualmente 24.589 casos ativos de covid-19, mais 223 do que na véspera – este é o número de casos ativos mais elevado desde 26 de abril, quando estavam ativos 24.662 casos. As autoridades de saúde têm 28.753 contactos em vigilância.

O Rt nacional aumentou face à última atualização e é agora de 1,07. Na última atualização, feita na quarta-feira, este valor era de 1,05. Quando considerado apenas o território continental o Rt é de 1,08. Na quarta-feira era de 1,07.

Também a taxa de incidência nacional aumentou e é agora de 79,3 casos de infeção por 100 mil habitantes. Na última atualização era de 74,8 casos por 100 mil habitantes. Quando considerado apenas o continente, a incidência é de 78,4 casos por 100 mil habitantes e era de 73,6.

O boletim desta sexta-feira traz ainda uma atualização acerca da incidência dos concelhos. Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, nos Açores, é o concelho português com a maior incidência acumulada a 14 dias, com 524 novos casos de infeção por 100 mil habitantes.

Já no continente, Odemira continua a ser o concelho que está em situação mais crítica com 744 novos casos por 100 mil habitantes. Segue-se a Sertã, com 384 novos por 100 mil habitantes, Paredes de Coura, com 316 novos casos por 100 mil habitantes e Sesimbra, com 269 novos casos por 100 mil habitantes. Destes concelhos, Odemira foi o único que não avançou no desconfinamento, mas os outros, considerados concelhos de baixa densidade, com exceção de Sesimbra, estão em alerta. Estes são os únicos quatro concelhos com mais de 240 mil casos por 100 mil habitantes, mas há 22 concelhos com mais de 120 novos casos por 100 mil habitantes - o limite de incidência estabelecido pelo Governo.

Recorde-se que, além de Odemira, também Braga, Lisboa e Vale de Cambra não avançaram no desconfinamento. Lisboa tem uma incidência de 222 novos casos por 100 mil habitantes, Braga de 177 e Vale de Cambra de 136.

Consulte aqui o boletim na íntegra.