Editorial Luz

Talvez para a próxima...

De Bica vazia e Algarve escaldado, também pela capital foi preciso dar uso ao travão quando já estávamos a postos para dar entrada à quarta mudança do desconfinamento. Valeu a caixa de velocidades de Miguel Oliveira - e acima de tudo o próprio piloto -, estar bem afinada no país vizinho, para novo bailinho em mais uma etapa do Mundial de MotoGP. 


Sem pipocas e apenas com a fila mais em cima do ecrã da sala com lugares disponíveis, desisti de comprar bilhete para o cinema. No dia seguinte começava o filme baseado em factos verídicos sobre o regresso dos ingleses a casa, após o Reino Unido ter retirado Portugal da Lista Verde: o verdadeiro Alto e Pára o Baile neste mês de festas populares.

De Bica vazia e Algarve escaldado, também pela capital foi preciso dar uso ao travão quando já estávamos a postos para dar entrada à quarta mudança do desconfinamento. Valeu a caixa de velocidades de Miguel Oliveira - e acima de tudo o próprio piloto -, estar bem afinada no país vizinho, para novo bailinho em mais uma etapa do Mundial de MotoGP. E uma vez que não se pode chamar o António, que se dance ao som dos motores, precisamente meio ano depois de ninguém ter tido a possibilidade de presenciar a corrida sublime de Oliveira em Portimão. 

O almadense tornou-se figura isolada da semana depois de os miúdos terem deixado cair por terra o adágio que defende a persistência com garantias de sucesso, logo à terceira - Adagio que, embora sem acento, também dá curiosamente nome à famosa marca de iogurtes, essa mesmo, que promete puro prazer... Caso para dizer que desta vez faltou um danoninho.

Depois de perder com a Itália em 1994 (após prolongamento) e com a Suécia em 2015 (nas grandes penalidades), à terceira ainda não foi a nossa vez no Europeu de sub-21.

Apesar de tudo, a sabedoria popular não pode perder o seu poder assim e, por isso, vamos já todos acreditando que, depois de dois anos consecutivos sem Santos Populares, ao terceiro...

Não há manjerico, chama-se o bonsai para fazer a vez: «Em 2022, as grelhas à rua vão voltar/A Rosinha vai tocar/A sardinha vais assar/E se houver azar/A malta vai marchar/Também pela Avenida/Mas para se revoltar».