Sociedade

Marcelo assinala tragédia de Pedrógão Grande. "É um sofrimento que não passa de um momento para o outro"

O incêndio florestal de Pedrógão Grande teve início há quatro anos e provocou 66 mortos e 253 feridos. Presidente da República afirma que “a tragédia que hoje recordamos não escolheu as vítimas”.


O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, assinalou, esta quinta-feira, os quatro anos sobre a tragédia de Pedrógão Grande, que provocou 66 mortos e 253 feridos.

Numa nota publicada no site da Presidência da República, o chefe de Estado afirma que “a tragédia que hoje recordamos não escolheu as vítimas” e que este “é um sofrimento que não passa de um momento para o outro”.

“A tragédia que hoje recordamos não escolheu as vítimas. Foram homens, foram mulheres, crianças, de todas as idades, tantos que sofreram e ainda sofrem, apesar dos quatro anos já volvidos, porque é um sofrimento que não passa de um momento para o outro, fica connosco, fica convosco, fica com toda a sociedade portuguesa”, começa por dizer.

Marcelo junta-se “fraternalmente” a todas as vítimas através da homenagem, apesar “da distância”. “Comungamos em espírito esse dever de memória, que se renova por ocasião desta efeméride – o Dia Nacional em Memória das Vítimas dos Incêndios Florestais, mas que deve ser partilhado com todos os outros dias do ano. É um símbolo de uma realidade que está sempre presente no nosso coração”, acrescenta.

O Presidente da República recorda ainda que tem estado com as vítimas “ao longo dos últimos quatro anos” e que testemunhou o seu “padecimento” e “provação”, mas também a “força e capacidade de ultrapassar mostrando a todos nós que da maior dor pode nascer e afirmar-se a maior força”.

"Assim tem sido, nas múltiplas batalhas que a Associação das Vítimas dos Incêndios de Pedrógão tem travado e ainda trava", sublinha.

“Hoje, uma vez mais, vos peço que o vosso pensamento se vire para o futuro, com renovada esperança, nunca esquecendo aqueles que recordamos. Olhemos para o futuro em homenagem àqueles que ficaram, em homenagem em nome do território que nunca abandonaram, em homenagem em nome daquilo em que se transformaram, fruto de tudo o que perderam. É um caminho que se faz, fazendo, caminhando, nunca esquecendo, mas sempre acreditando. Bem hajam.”, termina.