Sociedade

GNR alarga perímetro de buscas pelo bebé de dois anos desaparecido em Proença-a-Velha

As buscas estão a ser feitas com raio de distância de 20 km, “sobretudo nas áreas onde estão a aparecer” as peças de roupa já encontradas. 


As buscas pelo bebé de dois anos vão continuar durante esta quinta-feira, em Proença-a-Velha, concelho de Idanha-a-Nova. O capitão da Guarda Nacional Republicana (GNR) confirmou, aos jornalistas, que o perímetro de buscas foi alargado, atingindo agora um raio de distância de 20 km.

Segundo Jorge Massano, o perímetro foi estendido com o recurso de veículos de todo-o-terreno em coordenação com os militares que estão à procura de Noah a pé no local.

As buscas estão a ser feitas num raio de distância de 20 km, “sobretudo nas áreas onde estão a aparecer” peças de roupa de Noah, avaliando novamente esse local e alargando a pesquisa principalmente em terreno.

Jorge Massano indicou que as autoridades vão começar a procurar nos caminhos de maior acesso com o apoio de motociclo, que irão ao encontro dos militares que estão nessas zonas a fazer uma pesquisa apiada.  

De acordo com o capitão da GNR, as autoridades encontraram uns calções e apenas uma galocha a 1.300 metros de o local onde tinha sido descoberta uma t-shirt de criança, estando a faltar ainda a outra bota do par.

De momento, continuam envolvidos 127 elementos nas buscas por Noah, apoiados por "valências cinotécnicas e drones, equipa de mergulhadores, acompanhados pela proteção civil e bombeiros", assinalou Jorge Massano, acrescentando que “estão a ponderar reforçar os meios”, estando a aguardar pela resposta do Comando.

Há 12 voluntários civis a participarem nas buscas pelo bebé de dois anos, afirmou Jorge Massano, entre os quais, os pais de Noah. Também há diversos populares à procura da criança, uma quantidade que o capitão da GNR não consegue precisar de momento.

Questionado pelos jornalistas sobre se as pegadas encontradas no terreno estavam direcionadas para um caminho de água, Jorge Massano afirmou que as marcas estavam viradas para leste, local onde se encontra água.

A equipa de mergulhadores permanecerá nas mesmas zonas da ribeira e dos postes de água, certificou o capitão, ao indicar que uma equipa de apoio psicológico também está no terreno, caso seja necessária a sua intervenção.

Mesmo com a probabilidade de as condições climatéricas piorarem, Jorge Massano disse que as buscas “não têm previsão para parar, até haver novas conclusões”. Segundo o militar da GNR, a chuva poderá influenciar a eficácia do trabalho, mas “o esforço da GNR será sempre o mesmo: entrar em contacto ou tentar encontrar o paradeiro da criança”.