Sociedade

União das Misericórdias Portuguesas quer explicações da DGS sobre lares com idosos por vacinar

"O que nós pedimos à DGS é que esclareça bem as questões para não haver silêncios e confusão. É necessário acalmar as populações não vacinadas que, neste caso, são frágeis.", afirmou o presidente da UMP.


A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) sublinhou, esta terça-feira, a necessidade de esclarecimentos por parte da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre os lares com idosos que ainda não foram vacinados contra a covid-19, para “não haver silêncios e confusão”.

"O que nós pedimos à DGS é que esclareça bem as questões para não haver silêncios e confusão. É necessário acalmar as populações não vacinadas que, neste caso, são frágeis. É preciso dar uma explicação concreta em relação aos lares que não foram vacinados e não deixar isso ao arbítrio das autoridades locais", disse o presidente da UMP, Manuel Lemos, em declarações à agência Lusa.

Manuel Lemos destacou as cerca de oito mil pessoas por vacinar nos lares e a necessidade de a DGS “sensibilizar os profissionais que trabalham com idosos e que não querem ser vacinados, explicando-lhes que desse direito e liberdade podem resultar consequências gravíssimas, incluindo a morte”.

Esta terça-feira, a DGS confirmou à agência noticiosa a existência de seis surtos de covid-19 ativos em lares, com 54 infetados. Desses, apenas um surto corresponde ao conjunto de lares da UMP, no lar de idosos da Torre Natal, em Faro, no qual resultou a morte de uma idosa de 92 anos, no sábado.

No mesmo lar, há quatro funcionárias infetadas que recusaram ser vacinadas, revelou Manuel Lemos.