Sociedade

Ordem dos Médicos pede que comparticipação de testes inclua pessoas vacinadas

Regime exececional não se aplica aos utentes que têm o certificado de vacinação ou o certificado de recuperação, nem aos menores de 12 anos.


A Ordem dos Médicos saudou a comparticipação dos testes rápidos de antigénio à covid-19, que entra em vigor esta quinta-feira, mas defendeu que a medida deveria contemplar também quem já tem esquema vacinal completo

"Uma pessoa vacinada pode, ainda que raramente, ser infetada e, muito raramente, transmitir o vírus a outra pessoa", afirmou o bastonário da Ordem dos Médicos. "Testar é sempre uma mais-valia no controle da pandemia", acrescentou Miguel Guimarães.

Para o bastonário, o aumento da testagem é essencial para travar as cadeias de contágio e há que melhorar o acesso dos cidadãos aos testes. O responsável defendeu que tal só é possível de forma equitativa se não houver encargo extra para os cidadãos.

"Por isso, congratulamo-nos com esta medida do Governo e pedimos que o caminho de combate à pandemia seja cada vez mais feito fora dos hospitais e dos centros de saúde, isto é, que a antecipação seja a nossa estratégia principal, a par com a vacinação, pois essa é a única forma de conseguirmos dar uma melhor resposta aos doentes, sejam covid ou não covid", sublinhou o bastonário.

Recorde-se que o regime excecional, que entra esta quinta-feira em vigor, fixa o valor de 10 euros como preço máximo para efeitos de comparticipação nos testes rápidos à covid-19 e define um limite de quatro testes por mês e por utente.

No entanto, a medida não se aplica aos utentes que têm o certificado de vacinação (que ateste o esquema vacinal completo) ou o certificado de recuperação, nem aos menores de 12 anos.