Economia

PIB. Fórum para a Competitividade aponta 14% e 18%

Para o conjunto do ano, o Fórum para a Competitividade continua a manter as estimativas para o crescimento económico entre 1% e 3%, devido às “más notícias” trazidas pelo mês de junho, devido às quebras no turismo.


O Fórum para a Competitividade estima que o crescimento económico no segundo trimestre tenha ficado entre os 14% e os 18% face a 2020, apontando para um aumento entre 4% e 8% face ao primeiro trimestre. A entidade liderada por Ferraz da Costa estima que tenha havido um crescimento em cadeia entre 4% e 8%, a que corresponde um crescimento homólogo entre 14% e 18%”, mas “no conjunto do trimestre, terá havido um crescimento da atividade superior a 20%, embora seja provável que as perdas sofridas pelo setor do turismo não estejam integralmente incorporadas nestes valores”.

E lembra que, “neste trimestre, houve também alguma ambivalência em algumas atividades, como a indústria, a construção e a venda de veículos”, refere a estrutura, baseando-se no indicador diário de atividade do Banco de Portugal.

Para o conjunto do ano, o Fórum para a Competitividade continua a manter as estimativas para o crescimento económico entre 1% e 3%, devido às “más notícias” trazidas pelo mês de junho, devido às quebras no turismo.

“Após as boas notícias dos últimos meses, o mês de junho trouxe duas más notícias, que poderão prolongar-se por tempo indeterminado: o recuo da abertura do Reino Unido a viagens para Portugal, o agravamento dos novos casos da pandemia, que conduziram a um retrocesso no desconfinamento”, pode ler-se na nota de conjuntura hoje divulgada, relativa a junho.

O Fórum considera que as “notícias são negativas para o setor do turismo e atividades conexas” sendo o caso das viagens relacionado com os não residentes e o agravamento da pandemia “em relação aos consumidores internos”, acrescentando que “o 3.º trimestre é crítico para esta atividade, apresenta-se assim envolto em grande incerteza, havendo baixa probabilidade de poder assemelhar-se ao verificado no ano passado”.

O Fórum para a Competitividade aponta ainda a duas “condicionantes”, que elenca como sendo “o atraso nos fundos da ‘bazuca’ europeia, para além do que se verifica nos fundos do Portugal 2020” e ainda a “incógnita das falências e desemprego adiados, que se poderá manifestar no final das moratórias e apoios públicos”. E acrescenta: “Ainda que o 2.º trimestre se tenha iniciado com grande otimismo, não acabou da melhor forma, o que nos leva a manter as nossas estimativas para o conjunto de 2021, que se situam, atualmente, entre 1% e 3%”.