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Chipre enfrenta maior incêndio da história. Quatro corpos foram encontrados

O incêndio começou no sábado à tarde e obrigou à evacuação de pelo menos oito aldeias nas montanhas, destruiu várias casas e queimou, até ao momento, 50 quilómetros quadrados de pinhais e pomares.


As chamas estão a devastar várias aldeias no Chipre. O incêndio, considerado pelo ministro do Interior “o mais destrutivo” na história da ilha, já provocou a morte de quatro pessoas e pelo menos oito aldeias foram evacuadas.

Os voluntários da Defesa Civil descobriram os restos mortais de quatro pessoas no exterior da aldeia de Odou, no extremo sul da cordilheira de Troodos.

De acordo com o ministro do Interior, Nico Nouris, as autoridades estão a apurar se os corpos encontrados pertencem a quatro egípcios desaparecidos que as equipas de resgate estão a tentar localizar.

O incêndio começou no sábado à tarde e obrigou à evacuação de pelo menos oito aldeias nas montanhas, destruiu várias casas e queimou, até ao momento, 50 quilómetros quadrados de pinhais e pomares, informou o Ministério do Ambiente do Chipre.

"Estamos a viver o incêndio mais destrutivo desde a fundação da República do Chipre, tanto em danos materiais, como, infelizmente, em termos de vidas humanas", afirmou Nouris.

O presidente, Nicos Anastasiades, recorreu, este domingo, ao Twitter para lamentar a “tragédia”, ao considerar também que este é “o maior incêndio registado na ilha em décadas”.

"Vidas, propriedades, terras e florestas foram perdidas. O Governo vai ajudar imediatamente as vítimas e os seus familiares", assinalou Nicos Anastasiades.

Agora, os meios de combate a incêndios e as equipas estão concentrados em duas grandes frentes de fogo, entre as aldeias de Odou e Vavatsinia, indicou Nouris.

Segundo o governante, as autoridades estão “cautelosamente otimistas” de que poderão combater as chamas, porém há previsão de ventos fortes no final do dia, o que poderão prejudicar os trabalhos.

Mais de 30 pessoas foram levadas para hotéis na capital, Nicósia, e também foi fornecida comida e água aos moradores da vila de Melini, sublinhou o ministro do Interior.

Para travar este fogo, foram mobilizados cerca de 70 carros de bombeiros, sete tratores e 10 camiões-cisterna. Mesmo assim, o governo foi obrigado a pedir ajuda e meios de combate a outros países da União Europeia e a Israel. Uma das duas aeronaves gregas voltou para o país após uma avaria técnica. 

A polícia do Chipre revelou que o Tribunal ordenou que um homem de 67 anos permanecesse sob custódia das autoridades para ajudar, durante oito dias, na investigação das causas do incêndio.