Economia

Bruxelas mantém meta de crescimento do PIB português nos 3,9% este ano

 A Comissão Europeia espera ainda que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) nacional de cada país dê um contributo “significativo” para o crescimento da economia.


A Comissão Europeia manteve inalteradas as previsões de crescimento para Portugal: 3,9% em 2021 e 5,1% em 2022, mesmo depois do Banco de Portugal ter estimado em junho um crescimento de 4,8% para este ano. No entanto, reviu em alta o crescimento da Zona Euro, de 4,3% para 4,8% em 2021, e de 4,4% para 4,5% em 2022. 

"Espera-se que o PIB aumente 3,9% em 2021 e 5,1% em 2022. A economia deve regressar ao seu nível pré-pandemia de covid-19 em meados de 2022", afirma nas previsões de verão. 

De acordo com Bruxelas, "a economia portuguesa está a caminhar para uma recuperação robusta, com início no segundo trimestre de 2021, ao lado da retirada gradual das restrições provocadas pela pandemia", mas admite que "o ritmo da recuperação foi travado pelo regresso parcial de restrições temporárias em junho", causado por uma subida do número de infeções provocadas pelo SARS-CoV-2.

Mas o executivo comunitário espera que "um aumento ainda maior" do crescimento do PIB no terceiro trimestre, quando o turismo estrangeiro voltar a subir em Portugal, com o apoio da campanha de vacinação e da utilização do certificado digital COVID. 

Ao mesmo tempo, a Comissão admite que o turismo, pela forte exposição da economia portuguesa, continua a ser um risco negativo para a previsão. No entanto, "está agora amplamente neutralizado pelos riscos positivos do setor industrial, que podem beneficiar de um aumento na procura mundial.

 A Comissão Europeia espera ainda que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) nacional de cada país dê um contributo “significativo” para o crescimento da economia. De acordo com as suas contas, o PRR deve gerar em 2021 e 2022 um total de riqueza equivalente a 1,2% do PIB da União Europeia em 2019.

A incerteza e os riscos que envolvem este cenário macroeconómico continuam “elevados”, admite Bruxelas, mas são “globalmente equilibrados”.