Economia

Católica. Economia terá crescido 5% em cadeia no 2.º trimestre

Segundo o organismo, “subsistem ainda os riscos relacionados com o fim das moratórias, o seu potencial impacto nas necessidades de capital do sistema financeiro e, em última instância, nas contas públicas”.


A economia portuguesa terá crescido no segundo trimestre 5% em cadeia e 15,5% face ao mesmo período de 2020, segundo a Universidade Católica de Lisboa, lembrando que “os dois trimestres base para este cálculo foram aqueles em que os confinamentos foram mais severos”.

O documento diz ainda que “a economia portuguesa deverá estar a operar a cerca de 95,5% do nível do quarto trimestre de 2019, o último sem efeitos da pandemia e dos confinamentos, pelo que o período findo terá sido o melhor trimestre pós-covid em termos de atividade económica”.

Para a totalidade do ano 2021, os economistas da instituição traçam agora um “cenário central de crescimento de 3,5%, uma revisão de +2,5 pontos percentuais que colocaria a economia portuguesa a operar a cerca de 95,7% do nível de 2019”. Mas admitem que se trata “de uma revisão em forte alta que é explicada, por um lado, pela queda amortecida do primeiro trimestre e, por outro lado, pelo ressalto estimado para o segundo trimestre”.

Segundo o organismo, “subsistem ainda os riscos relacionados com o fim das moratórias, o seu potencial impacto nas necessidades de capital do sistema financeiro e, em última instância, nas contas públicas”. O mesmo cenário repete-se em 2022 e 2023, caso se verifique a ausência de medidas de confinamento e a normalização da fileira do turismo.