Internacional

Adolescente de 13 anos mata motorista da Uber depois de tentar roubar o seu carro

Adolescente e amiga atacaram o motorista com um taser, antes de sofrerem um acidente. 


Uma adolescente foi considerada culpada, esta semana, por um tribunal de menores, do homicídio de um motorista da Uber Eats.

De acordo com o site norte-americano Crime Online, o caso aconteceu em março deste ano. A vítima, Mohammad Anwar, de 66 anos, morreu depois de duas jovens, de 13 e 15 anos, tentarem roubar o seu carro em Washinton D.C.

A investigação apurou que as adolescentes atacaram o homem com um taser – uma arma de eletrochoque antes do acidente mortal.

Segundo o Crime Online, no dia do acidente as jovens entraram clandestinamente e armadas no carro do homem, na estação Navy Yard Metro. Enquanto uma das jovens se sentou no lugar do motorista, a mais nova, de 13 anos, sentou-se no banco do passageiro.

“Ele está com o meu telemóvel!”, gritou uma das menores, enquanto a vítima, Anwar, estava fora do carro. O homem tentou entrar na viatura, mas a jovem que estava ao volante conseguiu iniciar a marcha, fazendo com que Anwar ficasse pendurado fora do carro, através da janela. Minutos depois, ocorreu uma colisão, que viria a deixar o homem gravemente ferido. Anwar morreu já no hospital. 

A polícia ajudou as menores a saírem do carro, enquanto estas contavam às pessoas à sua volta que a viatura lhes pertencia.

No mês de maio, a jovem, de 15 anos, que, entretanto, já completou 16,  declarou-se culpada por agressão física qualificada, agravada pelo resultado de morte, e aceitou um acordo judicial que fez com que caíssem várias acusações contra si, nomeadamente de roubo.

Esta semana, a outra jovem, agora com 14 anos, também se declarou culpada de homicídio em segundo grau, correspondente a homicídio simples. O Tribunal decidiu que esta vai cumprir pena numa prisão juvenil até completar 21 anos.

Os procuradores destacaram que a menor não demonstrou qualquer remorso e que terá sido esta a pressionar a amiga para conduzir, depois de a vítima pedir ajuda.