Desporto

Qual foi a expressão facial mais vista nos jogos do Europeu? Um estudo português responde

O padrão da expressão facial variou entre cólera, alegria, tristeza, dor, surpresa, desprezo, aversão e medo.


Um estudo português, apresentado esta segunda-feira, pelo Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab), no Porto, concluiu que a expressão facial associada à cólera foi a mais exibida durante os 51 encontros da UEFA Euro 2020.

Os resultados foram obtidos após a análise dos vídeos de cada jogo e a manifestação da expressão de emoção cólera foi muito frequente (7/10), seguida da alegria e da tristeza, segundo o estudo, citado pela agência Lusa.

O padrão da expressão facial diversificou-se entre cólera, alegria, tristeza, dor, surpresa, desprezo, aversão e medo, sendo que as imagens foram analisadas com recurso a tecnologia de reconhecimento automático e em tempo real.

O estudo intitulado "A neuropsicofisiologia da expressão facial da emoção: estudo de caso com jogadores no campeonato da Europa de futebol de 2020" é pioneiro a nível mundial e destinou-se a identificar a frequência e a intensidade da expressão facial em jogadores provenientes de países e grupos étnicos diferenciados em contexto de competição.

O coordenador da pesquisa, Freitas Magalhães, afirmou que "a interação humana, ao nível do exercício competitivo, e independentemente dos grupos étnicos, potencia a evidência das emoções básicas mais comuns".

"O congruente estado instintivo que suporta a reação emocional é notório e confirma que, num quadro de competição, a exibição emocional é também uma demonstração de conduta humana, elevada, por vezes, ao extremo da agressividade, pretendendo-se, em primeiro lugar, que os adversários vislumbrem quem tem o poder", explicou, acrescentando: "a face humana revela isso sem qualquer dúvida, por espontânea, intensa, verdadeira e natural no contexto competitivo".

Sublinhe-se que a cólera já tinha sido a emoção mais exibida durante os jogos dos Mundiais de 2010, 2014 e 2018 e dos Europeus de 2012 e 2016, que Portugal venceu, ao bater na final a anfitriã França, com um golo solitário de Éder no prolongamento (1-0).