Economia

Pandemia não trava negócio imobiliário internacional, diz Engel & Volkers

Em Portugal, a consultora intermediou um total de 184 operações. Destas, 132 referem-se a operações de venda, o que representa um crescimento de 55,3% face ao mesmo período de 2020, e 52 foram operações no mercado de arrendamento premium (+116,7%).


O mercado imobiliário parece não ter abrandado em tempo de pandemia, pelo menos é essa a convicção do Grupo Engel & Völkers que, a nível mundial, nos primeiros seis meses deste ano registou cerca de 565,5 milhões de euros em receitas por comissões, o equivalente a um crescimento de 69% face ao primeiro semestre de 2020, quando se registaram 334,1 milhões de euros.

De acordo com a consultora imobiliária alemã, estes números foram alcançados “graças a um volume de transações imobiliárias superior a 16 mil milhões de euros” e a uma procura que “ultrapassa em muito a oferta de habitação na maioria dos países”.

Em comunicado, Sven Odia, CEO da Engel & Völkers AG, afirma que “a pandemia fortaleceu o investimento em imóveis de qualidade”, salientando que “a procura no setor imobiliário é constante e existe uma crescente necessidade, entre os compradores nacionais e internacionais, de propriedades para investir a longo prazo que ofereçam um potencial de revalorização”.

A mediadora de imóveis de luxo considera ainda que nos locais mais procurados, os preços têm tido uma tendência ascendente, apesar da pandemia. Na região DACH (Alemanha, Áustria e Suíça) o volume de comissões aumentou 28%, para 143 milhões de euros, embora o crescimento mais notório tenha sido registado no Dubai (+262%), seguido pela Itália (+126%) e América do Norte (+115%).

Relativamente à divisão especializada no setor terciário (escritórios, espaços comerciais, naves industriais e investimentos hoteleiros), esta registou receitas de comissões de 47 milhões de euros, o que representa uma subida de 50% face ao primeiro semestre de 2020.

No geral, a Engel & Völkers registou um volume de negócios de 53,9 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2021, o que reflete um crescimento de 31,5% face ao período homólogo de 2020.

Em Portugal, a consultora intermediou um total de 184 operações. Destas, 132 referem-se a operações de venda, o que representa um crescimento de 55,3% face ao mesmo período de 2020, e 52 foram operações no mercado de arrendamento premium (+116,7%). O preço médio das vendas situou-se acima dos 400 mil euros, enquanto o arrendamento de luxo situou-se nos 1.517 euros mensais.