Economia

Greenvolt quer entrar no PSI20 em setembro

As ações da subsidiária da Altri para o setor das energias renováveis começam a negociar na quinta-feira, às 08:00 (hora de Lisboa), depois de uma Oferta Pública Inicial (IPO) de 4,25 euros.


A Greenvolt, que assinalou hoje a sua entrada em bolsa e cujas ações começam a ser negociadas na quinta-feira, quer integrar o PSI20 em setembro, afirmou o presidente da Comissão Executiva (CEO) da empresa, João Manso Neto.

"Temos a pretensão de logo que possível - e logo que possível tem de ser setembro porque não pode ser antes - de aderir ao PSI20. Isso aí é ponto de honra. Queremos fazê-lo e muito rapidamente", disse Manso Neto na sessão de admissão em bolsa que decorreu hoje na Euronext Lisbon, referindo-se ao principal índice da praça lisboeta.

As ações da subsidiária da Altri para o setor das energias renováveis começam a negociar na quinta-feira, às 08:00 (hora de Lisboa), depois de uma Oferta Pública Inicial (IPO) de 4,25 euros.

O CEO da Greenvolt assinalou também o interesse que a operação recolheu junto dos investidores, destacando a "adesão muito forte" do mercado português.

A Greenvolt -- Energias Renováveis, S.A. definiu o preço da Oferta Pública Inicial (IPO na sigla em inglês) para novas ações em 4,25 euros cada, segundo uma nota da empresa enviada à CMVM na terça-feira.

A empresa anunciou no mês passado um IPO de cerca de 150 milhões de euros dirigida a investidores qualificados, com aumento de capital reservado adicional e simultâneo de 56 milhões de euros como contrapartida da aquisição da polaca V-Ridium.

Na terça-feira, a empresa informou que, "tendo terminado o período de `book-building` [processo que dá origem à fixação de preço] da referida oferta", ficando estipulado que o "número de Ações da Oferta Inicial a emitir nos termos da Oferta será 30.588.235", o preço por ação será de 4,25 euros.

Ainda segundo o comunicado divulgado pela CMVM, a "Greenvolt informa que o seu capital social será aumentado para 255.999.998,75 euros e que, no âmbito da operação de aumento de capital, será apresentado amanhã [quarta-feira] o pedido de registo comercial do mesmo, contemplando igualmente os montantes relativos à subscrição em espécie".

Na sexta-feira, a empresa liderada pelo ex-presidente da EDP Renováveis João Manso Neto anunciou ao mercado que as ordens de subscrição de ações já tinham superado os 150 milhões de euros sinalizados no início deste aumento de capital para colocar a empresa em bolsa.