Internacional

Boris Johnson pede cautela aos britânicos na véspera de levantamento de restrições

Johnson, assim como o ministro da Economia, Rishi Sunak, foi contactado pela aplicação de rastreamento do sistema público de saúde britânico (NHS) após ter mantido contacto com o ministro da Saúde, Sajid Javid, que teve um teste positivo para o novo coronavírus.


 O primeiro-ministro britânico Boris Johnson pediu hoje aos britânicos que, "por favor", sejam "cautelosos", antes do levantamento, na segunda-feira, das últimas restrições legais devido à pandemia de covid-19 em Inglaterra.

Johnson, assim como o ministro da Economia, Rishi Sunak, foi contactado pela aplicação de rastreamento do sistema público de saúde britânico (NHS) após ter mantido contacto com o ministro da Saúde, Sajid Javid, que teve um teste positivo para o novo coronavírus.

Inicialmente, foi anunciado que ambos os políticos evitariam o isolamento porque, em vez dessa medida, aproveitariam um programa piloto de testes diários que lhes permitiriam continuar a cumprir tarefas essenciais do Governo.

No entanto, após as muitas críticas recebidas de vários setores, pelo facto de as regras não serem aplicadas da mesma forma para todos, Johnson colocou um vídeo na sua conta na rede social Twitter onde admite que "considerou brevemente" a possibilidade de se submeter ao citado programa, mas concluiu que “é muito mais importante que todos sigam os mesmos padrões”.

Por esta razão, ficará confinado até o próximo dia 26 na sua residência de campo de Chequers, no condado de Buckinghamshire.

Na sua mensagem, Johnson pede aos cidadãos ingleses que "por favor" sejam "cautelosos" a partir de segunda-feira, quando as regulamentações restritivas para prevenir a propagação do vírus serão encerradas e as máscaras não serão mais obrigatórias, apesar do número de casos diários de infeção, que atualmente, ultrapassa os 50.000.

Sunak, por seu lado, indicou previamente, também no Twitter que "apesar do sistema de teste e rastreio piloto ser bastante restritivo e apenas permitir funões governativas essenciais", reconhecia que "a ideia de que as regras não são as mesmas para todos não está bem".