Sociedade

Um verão a vacinar até à "libertação total"

Task-force admite constrangimentos mas mantém metas. Costa aponta libertação total para final do verão. 


O coordenador da task-force de vacinação reconheceu ontem constrangimentos no agendamento de vacinas, revelando que atualmente há 90 mil pessoas inscritas no sistema a aguardar marcação. “Se houvesse vacinas ilimitadas e capacidade para vacinar 10 milhões de pessoas num dia, essas pessoas seriam agendadas no dia seguinte”, disse Henrique Gouveia e Melo.

O responsável mantém no entanto a meta de chegar, entre 8 a 15 de agosto, a 70% da população com a 1.ª dose da vacina – uma meta que continua a ser assinalada embora já não seja apontada como patamar para atingir imunidade de grupo pela comunidade científica, como acontecia no ano passado. Nessa altura, 50% a 55% da população terá a 2.ª dose. “Em meados de setembro, já atingiremos 85% com a primeira dose e cerca de 70% com a segunda dose. No fim de setembro teremos praticamente toda a população vacinada”.

O primeiro-ministro apontou ontem para essa altura o momento de “libertação total da sociedade”, mostrando confiança de que a “imunidade de grupo” seja atingida no final do verão, uma ideia que não é consensual na comunidade científica.

Governo e Presidente da República convocaram para a próxima semana uma nova reunião no Infarmed, onde é esperado um debate sobre a situação atual e futura de controlo da epidemia e ao qual deverá seguir-se o anúncio de um novo plano de desconfinamento. Agora com esta nova baliza deixada por António Costa: só deverá ser completo em setembro.