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Ainda o Russiagate – Porque é importante mudar para Carlos Moedas

Carlos Moedas é a única alternativa a Fernando Medina, o único candidato que pode vir a ser o próximo presidente da Câmara de Lisboa.


Hábitos antigos, falta de controlo, sensação de impunidade, compadrio e podridão generalizada são a explicação para o caso Russiagate protagonizado pela câmara de Lisboa. O PS, a governar a câmara desde que António Costa venceu as eleições desde 2007, vê aquilo como coisa sua: em poucos anos dobrou o orçamento que atualmente ronda os mil duzentos e cinquenta milhões de euros, aumentou a cobrança de impostos e taxas, faturou com o imobiliário e o turismo. Internamente, a câmara não acompanhou o crescimento do orçamento, nem a modernidade. Não se adaptou nem evoluiu. O caso Russiagate mostra isso mesmo: não foi um caso isolado de uma violação do Regulamento Geral de Proteção de Dados, foi a violação sistemática e em massa, ou seja, incumprimento generalizado. Foi a ausência de mecanismos internos de controlo. Foi colocar a vida de inocentes em risco divulgando os seus dados pessoais a regimes não democráticos.

O outro exemplo gritante da ineficácia e onde grassa a ausência de qualquer tipo de controlo é o departamento de urbanismo, onde apesar dos quatrocentos arquitetos, existem sempre em espera cerca de 4000 processos enquanto particulares e promotores aguardam anos por decisões. E todos sabemos como é esse caldo de cultura que fomenta a corrupção: passar o papel do fim para o princípio da pilha de papeis é um serviço que vale milhões. Ainda no tempo de Manuel Salgado se prometia uma brigada especial para dar andamento aos processos de licenciamento. No urbanismo, saiu Manuel Salgado, entrou Ricardo Veludo que nem chegou a aquecer o lugar de vereador e da brigada nem sinal, quanto mais resultados.

Em vez de exigência, controlo e rigor, temos amolecimento, relaxe e vício. Apesar de todas as promessas que Fernando Medina possa fazer agora que o presidente é novamente candidato a presidente da Câmara, já nada conserta o que está avariado porque não há nenhum incentivo para o fazer. O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente e só uma mudança para um novo presidente, com uma nova equipa, com uma nova mentalidade pode mudar uma Câmara rica, mas apodrecida.

Carlos Moedas é a única alternativa a Fernando Medina, o único candidato que pode vir a ser o próximo presidente da câmara de Lisboa. Tem uma formação académica de excelência, um percurso profissional de mérito, a que se soma um percurso político curto no tempo, mas excecional. A posição de comissário europeu, para além da experiência e dos conhecimentos, deu-lhe orçamentos anuais de dez mil milhões de euros para gerir e executar.

Carlos Moedas é o homem novo que vai trazer novos tempos para Lisboa. Com respeito pelos direitos humanos, com mecanismos efetivos de combate à corrupção, com procedimentos modernos e eficazes que coloquem a administração pública a produzir mais e melhor. Está à distância de uma cruz no boletim de voto.