Economia

Hoteleiros satisfeitos com novo plano de desconfinamento e extensão do apoio à retoma progressiva do turismo

A AHP lembra que a aceitação de certificados digitais de vacinação provenientes, para já, dos EUA, Canadá, Israel e Espaço Schengen, é “fundamental”, dada a importância que estes mercados têm para Portugal.


A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) considera que o plano de desconfinamento que entrou em vigor no domingo “é um excelente avanço para o início da normalização do setor, sobretudo pelo facto de estar definido já para o médio prazo”.

Em comunicado divulgado esta segunda-feira, a associação aplaude também “a extensão do Apoio à Retoma Progressiva (ARP) até à normalização da atividade, ainda a aguardar concretização”.

No entanto, os hoteleiros sublinham que aguardam ainda uma resposta por parte do Governo sobre a aceitação de certificados de vacinação não UE.

A AHP lembra que a aceitação de certificados digitais de vacinação provenientes, para já, dos EUA, Canadá, Israel e Espaço Schengen, é “fundamental”, dada a importância que estes mercados têm para Portugal.

Raul Martins,  presidente da AHP, citado em comunicado, refere que ”sabemos que esta decisão não depende apenas do Governo português, visto que a nível europeu está consagrada a regra da reciprocidade no reconhecimento. Todavia, porque esta regra nos está a ser muitíssimo prejudicial e a atrasar a recuperação económica, cabe a Portugal pressionar pelo seu lado e, inclusive, tomar uma posição de abrir o caminho e decidir por si. Aliás isto é o que vários países europeus estão a fazer”.

Paralelamente, a associação também reforça que aguarda “há mais de 15 dias por uma decisão do Governo quanto à estadia de tripulações de companhias aéreas nos hotéis”, considerando que há uma “contradição legislativa”.

Sobre esta questão, Raul Martins sublinha que “esta sim é matéria exclusivamente da competência do Governo português. É absurdo que tenham de se testar os tripulantes que ficam em estabelecimentos hoteleiros, ao contrário do previsto em matéria de transporte aéreo, que dispensa as tripulações do cumprimento desta obrigação”.