Economia

Assembleia de credores da Groundforce marcada para 22 de setembro

Decorre agora o prazo para os credores entregarem a sua reclamação de créditos.


A assembleia de credores da Groundforce, que viu a sua insolvência decretada por um tribunal de Lisboa na semana passada, está marcada para o dia 22 de setembro, avançou a Lusa, acrescentando que este momento está a decorrer o prazo para os credores, nos quais se incluem os trabalhadores, entregarem a sua reclamação de créditos no âmbito deste processo.

A sentença, a que a Lusa teve acesso, nomeia dois administradores judiciais e dá 30 dias aos credores para apresentarem a sua reclamação de créditos, mas já elenca quem são os maiores credores, tal como o Nascer do SOL já tinha avançado.

A companhia aérea é uma das principais interessadas, já que as dívidas vencidas atingiram a 30 de junho cerca de 16,4 milhões de euros. A esta lista há que contar ainda com a ANA (12,8 milhões de euros), Prosegur (177 mil euros), Iberlim (140 mil euros), UCS (125 mil euros), Climex (126 mil euros), MEO (52 mil euros) e Eurest (49 mil euros).

Também o Montepio poderá ficar de mãos a abanar. Tal como o Nascer do SOL avançou, a instituição financeira contratou um intermediário financeiro – o banco de investimento chinês Bison Bank (que ficou com a licença bancária Banif – Banco de Investimento) – para vender as ações que detém na Groundforce, libertando a direção de recuperação de crédito do banco liderado por Pedro Leitão de ter essa responsabilidade. Mas o nosso jornal sabe que, ao que tudo indica, estes títulos poderão cair numa situação de crédito malparado.


Recorde-se que a TAP considera esta situação de insolvência uma solução que deverá ser “transitória”, mas que, no seu entender, “melhor permite restaurar a confiança na gestão da Groundforce”.
A companhia aérea explicou ainda que a decisão do tribunal “não determina, por si, a cessação automática dos contratos de trabalho dos trabalhadores da SPdH nem a suspensão dos contratos de prestação duradoura de serviços por parte da Groundforce, incluindo os serviços de assistência em escala à TAP”.


Já Alfredo Casimiro, CEO da Groundforce, diz que a decisão é “incompreensível e inaceitável”.