Sociedade

DGS deixa apelo a adolescentes e pais sobre vacina da covid-19: "Acreditem como acreditam nas vacinas do Plano Nacional"

Diretora-geral da Saúde voltou a negar pressões políticas na vacinação de adolescentes.


A task-force que coordena o processo de vacinação contra a covid-19 em Portugal anunciou, esta quinta-feira, que o autoagendamento da vacina vai estar reservado, até sábado, a jovens entre os 12 e os 17 anos de idade – um alargamento da faixa etária, uma vez que o autoagendamento estava aberto exclusivamente a utentes entre os 12 e os 15 anos. A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, explicou agora que a decisão surgiu devido ao facto de haver menos inscritos do que o esperado.

“Neste momento, temos mais de 160 mil destes adolescentes inscritos. No total são cerca de 410 mil. Foi um autoagendamento, apesar de tudo, positivo, mas é preciso expandi-lo e depois haverá outras metodologias para continuar a captar estas pessoas”, disse Graça Freitas, em entrevista à RTP.

A responsável da Direção-Geral da Saúde (DGS) reconheceu ainda que “não há risco zero” na vacinação contra a covid-19, mas deu uma palavra de “confiança” aos pais e adolescentes.

“É normal que as pessoas tenham preocupações e alguns receios, mas queria deixar uma palavra de confiança. Acreditem como acreditam nas vacinas do Plano Nacional de Vacinação”, apelou, referindo que os riscos associados à vacina são “extremamente raros” e “têm “uma evolução benigna”.

“Quando a Direção-Geral da Saúde e os peritos que nos ajudam fazem uma recomendação universal, é como se estivéssemos a passar uma receita para todos, fazemo-lo porque avaliamos cuidadosamente os benefícios e os riscos da vacinação. E essa relação é positiva”, sublinhou. “Vamos vacinar-nos porque estamos perante uma pandemia. Nenhum de nós tem imunidade se não contrair a doença, ou se não se vacinar. E é preferível, de facto, ser vacinado do que contrair a doença”, acrescentou.

Na mesma entrevista, Graça Freitas negou, mais uma vez, quaisquer pressões políticas para a recomendação universal da vacina em adolescentes, explicando que o timing da decisão se deveu à espera por dados científicos.

“Há o tempo da ciência e do conhecimento”, justificou.

“Podemos dizer claramente que o benefício supera os riscos”, garantiu.

 

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