Sociedade

Gouveia e Melo diz que férias vieram abrandar o ritmo de vacinação

O coordenador da task-force disse que Portugal está com capacidade para administrar vacinas, mas precisa que “a população também colabore comparecendo nos centros de vacinação”. O vice-almirante indica que para os dois fins de semana “agendaram-se cerca de 150 mil jovens, num universo de 400 mil”.


O coordenador da task-force para a vacinação contra a covid-19 disse que as férias estão a causar “algum impacto no ritmo da vacinação”.

O vice-almirante Henrique Gouveia e Melo afirmou que Portugal está com capacidade para administrar vacinas, mas precisa que “a população também colabore comparecendo nos centros de vacinação”.

"Naturalmente, as férias vieram a ter algum impacto no ritmo de vacinação - apesar de tudo, o ritmo ainda foi elevado. Mas estou confiante que a população percebe a necessidade de nos livrarmos deste vírus o mais rapidamente possível", realçou Gouveia e Melo, em declarações para a SIC Notícias, no dia em que foi condecorado pelo Presidente da República.

Mesmo assim, o coordenador está confiante de que o país poderá chegar aos 85% de pessoas vacinadas com a primeira dose “na primeira semana de setembro” e aponta atingir essa mesma percentagem com a segunda dose a “três a quatro semanas” depois.

Quanto ao autoagendamento para os jovens dos 12 aos 17 anos, que foi aberto esta semana, Gouveia e Melo disse que para os dois fins de semana “agendaram-se cerca de 150 mil jovens, num universo de 400 mil”.

Neste fim de semana já estão agendados "110 mil jovens, com autoagendamento", tendo sido disponibilizados também outros métodos. "Se for superior a 150 mil jovens este fim de semana é um bom resultado", apontou.

"O que nos interessa é vacinar os jovens, não é criar dificuldades aos jovens para o processo de vacinação", frisou, ao assinalar que a quantidade de adolescentes a vacinar foi “muito afetada pelo período de férias”. “Temos de compreender isso”, referiu o vice-almirante.

Os comentários estão desactivados.