Sociedade

Trio introduziu no mercado e vendeu obras de arte falsificadas por “preços elevados” durante anos

Grupo atuava desde, pelo menos, 2016. Pinturas eram atribuídas a artista plástico moçambicano.


A Polícia Judiciária (PJ) deteve três pessoas, dois homens e uma mulher, suspeitos de introduzir no mercado de obras de arte dezenas de pinturas falsas, atribuídas ao artista plástico moçambicano Malangatana Ngwenya.

Em comunicado, esta sexta-feira, a autoridade revela que as detenções ocorreram na sequência de uma investigação iniciada em 2020.

“A investigação logrou recolher elementos probatórios que indiciam fortemente que estes indivíduos atuavam de forma concertada, pelo menos desde 2016, utilizando leiloeiras online para o escoamento destas pinturas falsas, vendidas por preços elevados”, lê-se.

No decurso das diligências realizadas, a PJ apreendeu 35 obras falsas e “diversa logística utilizada para a elaboração dessas mesmas pinturas falsas”.

Presentes a primeiro interrogatório judicial, os arguidos, com 79,43 e 51 anos, ficaram sujeitos à obrigação de apresentações periódicas às autoridades policiais.

A PJ indica ainda que a investigação prossegue no sentido de retirar do mercado outras pinturas falsas, atribuídas ao pintor Malangatana, as quais foram vendidas por este grupo criminoso, nos últimos anos.