Economia

Portugal recebe 2,37 mil milhões do "aumento de capital" do FMI

O objetivo é “suavizar a necessidade de ajustamento face aos constrangimento de liquidez e evitar políticas desequilibradas”. 


Portugal vai receber 1960 milhões de unidades de Direitos Especiais de Saque (DES), cerca de 2373 milhões de euros, de acordo com a distribuição proporcional à sua quota no Fundo Monetário Internacional (FMI). De acordo com o organismo, esta “alocação ajudará muitos estados membros a suavizar a necessidade de ajustamento face aos constrangimento de liquidez e a evitar políticas desequilibradas, ao mesmo tempo que fornece espaço para aumentar a despesa na resposta à crise e nas vacinas”. Feitas as contas, os países em desenvolvimento e os mercados emergentes vão receber 275 mil milhões de dólares (235 milhões de euros) do total, disse a diretora executiva do FMI, Kristalina Goergieva, a 2 de agosto, na aprovação da emissão pela direção do Fundo.

Recorde-se que o organismo internacional tem defendido que os países mais avançados e menos necessitados desta ‘injeção de capital’, deveriam transferir uma parte do reforço dos seus DES para os países em desenvolvimento, tendo sido acordado pelas principais potências a canalização de pelo menos 100 mil milhões de dólares, equivalentes a cerca de 854 milhões de euros, para os países com mais dificuldades. Isto porque, esta injeção de capital tem como objetivo ajudar os países com maiores dificuldades a equilibrarem as suas contas e reforçarem a aposta no combate à propagação da pandemia, e tem sido qualificada pelos países africanos como essencial para relançar o crescimento económico da região.

Os países membros começaram a discutir uma emissão de DES – um instrumento criado para dar liquidez e ampliar os recursos disponíveis dos Estados com necessidades financeiras, funcionando como uma espécie de aumento de capital do FMI, para reforçar o combate à pandemia e relançar o crescimento económico – no ano passado devido ao impacto da pandemia, que atirou a economia global para uma recessão de 3,5%, devendo crescer 6% este ano, segundo as previsões feitas do último relatório sobre as Perspetivas Económicas Mundiais.