Opiniao

Universidade, e agora?


Por Isabel Rodrigues Sanches 

O Futuro começa na Educação. Mais do que as estatísticas, que apontam para menos desemprego e mais salários para os licenciados, o próprio imaginário coletivo continua a ver na Escola uma espécie de elevador social. Na verdade, o Ensino Superior tem alimentado esse imaginário ao criar condições para acolher todos e cada um, numa meta de inclusão e de esperança que faz lembrar o humanismo proposto por Edgar Morin. O pleno acesso à Educação e à Formação ao longo da vida, constitui uma importante ferramenta no combate às desigualdades sociais, além de promover a diversidade que nos caracteriza e nos humaniza enquanto sociedade. 

No entanto, só através de instituições de ensino dinâmicas (que apostem nas suas equipas de trabalho, que valorizem e promovam a interação e a proximidade entre docentes e estudantes), o Ensino Superior conseguirá cumprir plenamente os seus objetivos. Uma universidade ou um instituto que se deixe desafiar pelas questões fraturantes, que promova a construção de respostas ou de conhecimento com vista à resolução de problemas e necessidades da sociedade, é com toda a certeza uma instituição de ensino mais preparada para a construção de num percurso académico e profissional. 

O sucesso individual não é linear, tão pouco um dado adquirido. Pelo contrário, resulta de uma diversidade de fatores. Um deles, será certamente a escolha da instituição de ensino superior. 

Todas as profissões exigem competências específicas, umas mais na área da interação social, outras na comunicação oral e escrita, outras ainda na capacidade de concentração e do raciocínio lógico. Todas essas competências decorrerão e serão desenvolvidas através da frequência de um curso superior, mas a motivação e própria capacidade de superação e de realização estão diretamente relacionadas com a instituição de ensino em que o curso se insere. Esta é, por isso, uma escolha que faz a diferença.

*Professora Universidade Lusófona