Internacional

Políticos alertam para risco de golpe no Brasil

Bolsonaro já declarou publicamente que o único resultado que antevia era “ser preso, ser morto ou ser vitorioso”.


O Presidente Jair Bolsonaro, que tem entrado em rota de colisão com o Congresso e o Supremo Tribunal, joga a sua sobrevivência política no Dia da Independência do Brasil, a 7 de setembro, convocando manifestações em seu apoio. Poderão tornar-se um caos semelhante à insurreição no Capitólio americano, a 6 de janeiro, alertou uma carta assinada por mais de 150 políticos de 26 países, esta segunda-feira. Com a agravante que há receios de que polícias militares amotinados participem nos protestos, avançou o Estadão, tendo sido colocados uns outros cinco mil efetivos policiais a proteger o Congresso. 

Teme-se um daqueles “auto-golpes”, que em tempos foram tão comuns na América Latina. “Os brasileiros lutaram décadas para garantir a democracia ante o regime militar, e não se pode deixar que Bolsonaro roube isso deles agora”, lia-se na carta, assinada por nomes como  o antigo primeiro-ministro espanhol José Luis Rodriguez Zapatero, o académico Noam Chomsky, o antigo ministro grego Yanis Varoufakis ou ex-líder trabalhista britânico Jeremy Corbyn.

À medida que se aproximam as presidenciais de 2022, estando uma eventual candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva apontada como favorita nas sondagens, Bolsonaro já declarou publicamente que o único resultado que antevia era “ser preso, ser morto ou ser vitorioso”.