Sociedade

Ordem dos Enfermeiros considera que centros de vacinação devem manter-se ativos para vacinar contra a gripe

Entidade liderada por Ana Rita Cavaco defende que centros de vacinação contra a covid-19 não devem encerrar. 


A Ordem dos Enfermeiros (OE) considera que os centros de vacinação criados para a inoculação de vacinas contra a covid-19 não devem encerrar e devem continuar ativos para a vacinação contra a gripe.

“A pandemia não acabou. Isso é visível pelo número de casos e número de mortes diários. Portanto, devíamos aproveitar esses centros de vacinação e não desativá-los, para fazermos a vacinação da gripe com muito mais segurança e conforto”, defendeu a bastonária da OE, Ana Rita Cavaco, em declarações à Renascença, defendendo que os centros poderiam ter “corredores dedicados à covid-19 e outros à gripe”.

Já em declarações à TVI, Ana Rita Cavaco lembrou que a vacina da gripe é dada numa altura de chuva e frio, condições desfavoráveis para a população que tem de aguardar à porta dos centros de saúde em contexto de pandemia, sobretudo os mais velhos.

“Os centros de saúde, a maioria deles, são espaços fechados e pequenos, não estamos a falar de um centro de vacinação que tem todo circuito montado com distanciamento, estamos a falar de espaços que funcionavam antes de termos uma pandemia”, defendeu.

Recorde-se que a task-force que coordena o processo de vacinação contra a covid-19 em Portugal admitiu que os centros de vacinação podem encerrar quando 85% da população estiver completamente vacinada.

À Renascença, a bastonária dos enfermeiros falou ainda sobre o subsídio de risco, um tema que tinha sido destacado ontem pela OE, quando revelou que quase oito mil enfermeiros foram infetados com covid-19 desde o início da pandemia. Ana Rita Cavaco considera que os enfermeiros deveriam ter direito a um subsídio de risco, independentemente da pandemia.

“Os enfermeiros são uma profissão de risco. Estão expostos a várias doenças contagiosas. Já fomos considerados de risco, até a carreira ter sido alterada. O que se impõe é que os enfermeiros tenham um subsídio de risco equivalente ao das forças de segurança. Algo estável, mensal e que dure para sempre”, disse.