Economia

Gestor que reestruturou frota da TAP nos "40 under 40" da aviação

Nuno Leal, que abandonou a companhia aérea portuguesa em fevereiro, é agora destacado pelo seu contributo na renovação da frota da empresa.


Nuno Leal, que liderou a renovação da frota da TAP, foi nomeado pela segunda vez para a lista "40 under 40" da revista de aviação Airline Economics.

"Ao fim de uma carreira excecional de 14 anos na TAP, o gestor deixou a companhia em fevereiro de 2021, tendo abraçado desde então o cargo de conselheiro sénior para a World Star Aviation (baseada em Londres, mas que tem um novo escritório em Lisboa), sendo também consultor da Plane View Partners (baseada nos EUA), além de docente do Mestrado de Operações de Transporte Aéreo no ISEC Lisboa", descreve a prestigiada revista do setor aeronáutico que, todos os anos, celebra o grupo de profissionais com menos de 40 anos que mais se destacaram na indústria no ano anterior, na sequência de uma extensa auscultação de cobertura mundial ao mercado da aviação comercial e que atesta a qualidade dos selecionados.

Depois de ter sido nomeado em 2019, repete o feito este ano, sendo agora também apontado pela publicação como um profissional "Highly Commended", devido ao seu desempenho na TAP ao longo dos últimos anos.

A aposta em novos aviões, mais eficientes e menos poluentes, e a melhoria do produto oferecido aos passageiros que se verificou ao longo dos tempos de gestão privada da transportadora foram fatores de peso para ser distinguido. Mas também a sua prestação no último ano de trabalho na companhia aérea portuguesa, "um período marcado por uma enorme contração de mercado", devido à pandemia, e no qual a TAP, tal como outras companhias aéreas, sofreu quebras históricas.

"Em 2020, Nuno liderou a equipa que renegociou os contratos de aquisição de aviões da TAP, reestruturou a dívida da frota, definiu e implementou um programa de redução de aeronaves para adaptação à realidade atual e futura", detalha a Airline Economics. Situação esta que Nuno Leal descreve à revista como tendo sido "uma batalha de vida ou morte". Para os próximos tempos, o gestor antecipa uma luta "mais demorada do que inicialmente se esperava, mas que tem seguramente a recuperação" no horizonte.