Politica

Costa deixa aviso: "As nossas vidas vão ter de continuar a ser diferentes"

Chefe de Governo agradece a “todas e todos aqueles que não deixaram a escola parar” e sublinha que normas de segurança nos estabelecimentos de ensino vão manter-se.


O primeiro-ministro e o ministro da Educação visitaram, esta quarta-feira de manhã, o Agrupamento de Escolas Dona Filipa de Lencastre, a propósito do início do ano letivo, que arranca esta semana.

"Podemos ter, finalmente, um ano letivo que podemos encarar com a confiança de poder começar e durar sem sobressaltos", disse António Costa. Porém acrescentou: "As nossas vidas vão ter de continuar a ser diferentes".

O chefe de Governo fez questão de sublinhar que se está a chegar “à fase em que, graças à vacinação, podemos começar a encarar a pandemia como estando controlada" e quis deixar o seu agradecimento para "todas e todos aqueles que não deixaram a escola parar, mesmo quando a escola teve fisicamente de encerrar para podermos controlar a pandemia".

"Foi um esforço muito grande dos professores, foi um esforço muito grande das famílias, dos alunos, do pessoal auxiliar. E queria agradecer profundamente, neste momento em que se avizinha que podemos estar definitivamente num ponto de viragem e podemos ter, finalmente, um ano letivo que podemos encarar com a confiança de poder começar e durar sem sobressaltos", salientou.

“Este não é só mais um ano letivo", lembrou Costa, dirigindo-se aos alunos, a quem também deixou votos de boa sorte, sublinhando que as medidas de segurança vão manter-se, “para evitar que a pandemia se descontrole”.

Para o primeiro-ministro, há que fazer “um esforço acrescido para que uma das marcas que a covid deixou não perdure na nossa sociedade". 

Costa referia-se ao aumento das desigualdades entre alunos que reconheceu ter sido potenciado pela interrupção do ensino presencial, perturbando o desenvolvimento normal das crianças e o processo de aprendizagem normal. "Essa é uma marca que não pode ficar para a vida e que temos de conseguir ultrapassar ao longo dos próximos dois anos letivos", concluiu.

Veja a intervenção na íntegra.