Economia

Empresas mostram vontade de contratar e aumentar salários

Empresas começam a dar sinais de recuperação depois de um período de crise marcado pela pandemia.


Depois do auge da pandemia de covid-19 e com a recuperação a acontecer, as empresas contam com boas perspetivas ainda para este ano e também para o próximo. Segundo o Total Compensation Portugal 2021 da Mercer, 31% das empresas perspetiva o aumento do número de colaboradores ainda em 2021 e  27% tem essa mesma expectativa para 2022. 

Dos dados revelados, apenas 7% afirma pretender reduzir a sua estrutura. “Verifica-se, contudo, alguma incerteza no que toca às intenções de contratação das empresas para 2022”, revela a Mercer, uma vez que 41% ainda não decidiu se pretende aumentar, manter ou reduzir o número de efetivos.

O estudo – que tem a maior amostra de sempre de participantes – conta com a participação 502 empresas, maioritariamente internacionais (62%) com a casa mãe situada nos EUA (24%) e na Alemanha (16%). As empresas portuguesas representam 38% da amostra.

No que diz respeito aos salários, este é um indicador que mostra “alguma evolução positiva” uma vez que mostra uma subida face ao ano corrente. Segundo o estudo, o número de empresas com congelamentos salariais previstos para 2022 caiu em comparação com 2021 (7% vs. 11%) e ainda mais face a 2020 (17%). 

Em 2021, os incrementos salariais rondam os 2% em média, oscilando entre 1,92% e 2,44%, em função dos níveis de responsabilidade. “Comparando o observado em 2021 com o previsto para 2022, a tendência mantém-se próxima verificando-se uma ligeira diminuição percentual para alguns dos grupos funcionais como os diretores de 1ª linha e as chefias intermédias. Nos restantes grupos funcionais verifica-se um ligeiro aumento”, explica a Mercer.

De acordo com os dados recolhidos, a maioria das empresas participantes no estudo elege o mês de abril e janeiro (cerca de 21%) para a realização da revisão salarial, seguido pelo mês de março (cerca de 19%). Neste período, a percentagem de incremento atribuída aos colaboradores é determinada por um conjunto de fatores sendo prevalentes: desempenho individual do colaborador (cerca de 87%); posicionamento na grelha salarial (cerca de 62%); resultados da empresa (cerca de 51%).