Sociedade

Líder do CDS diz que tiroteio em Palmela é "um atentado contra a democracia" de "forças altamente extremistas"

O líder do partido, Francisco Rodrigues dos Santos, considera que se tratou de um "atentado contra a democracia perpetrado por forças que são altamente extremistas e que devem merecer o repúdio e a censura de todos os partidos democráticos".


O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, considerou, este sábado, que o tiroteio contra a candidata do partido à freguesia de Palmela é “um atentado contra a democracia” perpetuado por “forças altamente extremistas”.

"Eu já tive oportunidade de falar com a Linda Oliveira, candidata do CDS a presidente da Junta de Freguesia de Palmela, que está naturalmente muito consternada e abalada com os acontecimentos porque foi a visada de um tiroteio enquanto montava estruturas de campanha no seu próprio concelho", disse Francisco Rodrigues dos Santos aos jornalistas, em Coimbra.

O líder do partido considera que se tratou de um "atentado contra a democracia perpetrado por forças que são altamente extremistas e que devem merecer o repúdio e a censura de todos os partidos democráticos".

Os autores devem ser "severamente punidos porque em democracia não há lugar para comportamentos destes", sublinhou, acrescentando que “as forças [autores] não estão identificadas”, mas que "são extremistas pela natureza do crime que perpetraram, e neste momento a polícia está a efetuar diligências de investigação para apurar quem são".

"Agora, há uma coisa que é certa, Portugal não pode regressar ao tempo do PREC. Todos nós no CDS nunca tivemos medo e afirmámos sempre este partido sob cerco e debaixo de fogo, não nos deixaremos intimidar e estaremos sempre na luta da democracia que orgulhosamente ajudámos a fundar em Portugal", frisou.

Dois homens vestidos de preto numa mota sem matrícula dispararam na direção da candidata do CDS-PP à Junta de Freguesia de Palmela, em Setúbal, na noite de sexta-feira. Em comunicado, o CDS-PP revelou que a candidata, Linda Oliveira, “apanhada no meio de um tiroteio”, pelas 22h30, quando se encontrava a colocar uma faixa publicitária relativa às eleições autárquicas, na Avenida dos Caminhos de Ferro.