Sociedade

Vacinas contra a pneumonia mais baratas para maiores de 65 anos

A comparticipação passa dos atuais 37% para 69%. Em 2018, a pneumonia foi a terceira causa de morte.


Em janeiro de 2020, a pneumonia comum provocava 16 mortes por dia, prevendo-se que este número esteja a ser agravado pela pandemia. Agora, o custo das duas vacinas contra a bactéria que pode provocar doenças como a pneumonia vai baixar no próximo mês para os maiores de 65 anos. A informação consta numa portaria publicada ontem em Diário da República, sendo que é esclarecido que a comparticipação passa dos atuais 37% para 69%.

Para o Ministério da Saúde, aumentar o acesso à vacinação e reduzir a mortalidade são dois dos objetivos primordiais da portaria, tendo decidido aumentar a comparticipação no preço das duas vacinas pneumocócicas: a PSV 23 e a PCV 13. As doenças pneumocócicas são provocadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae que origina doenças como pneumonia, meningite ou septicemia.

Assim, o diploma aprovado – que entrará em vigor no próximo dia 1 de outubro – prevê que a percentagem de comparticipação passe a ser de 69 % no caso das vacinas PSV 23 para pessoas a partir dos 65 anos assim como para a PCV 13 para “pessoas com idade igual ou superior a 65 anos e uma das condições clínicas para as quais a gratuitidade se encontra prevista em norma da Direção-Geral da Saúde (DGS), sobre vacinação contra infeções pelo Streptococcus pneumoniae”.

“A introdução da vacina conjugada de 13 valências (PCV 13) no Programa Nacional de Vacinação, em 2015, permitiu atingir coberturas vacinais muito elevadas, diminuindo a incidência da Doença Invasiva Pneumocócica (DIP) nos grupos pediátricos. A vacinação das crianças teve ainda repercussões nos serotipos circulantes e na dinâmica da doença nos outros grupos etários, verificando-se efeito indireto na proteção dos mais velhos”, refere o despacho. Esta alteração estava prevista na lei do Orçamento do Estado para este ano.

Antes do surgimento do novo coronavírus, a doença causava cerca de 500 mortes por mês (16 por dia, aproximadamente 5.1% do total de óbitos) e, em 2018, foi mesmo a terceira causa de morte no nosso país.