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Costa não afasta terceira dose contra a covid-19 e garante que país tem vacinas suficientes

O país está prestes a entrar numa nova fase de desconfinamento. António Costa apresentou o plano, que já contempla a reabertura de bares e discotecas e o levantamento de outras restrições, saiba quais.


O primeiro-ministro anunciou, esta quinta-feira após o Conselho de Ministros, que o país entra numa próxima fase de desconfinamento, como estava previsto, no dia 1 de outubro, data em que serão levantadas várias restrições. António Costa falou ainda de uma eventual terceira dose contra a covid-19 e garantiu que, se for essa a decisão, o país está preparado.

A DGS e o Infarmed estão a analisar o recurso a uma dose extra da vacina contra a covid-19 e a Agência Europeia do Medicamrnto (EMA) vai tomar uma decisão na próxima semana, sublinhou o chefe de Governo na sua declaração.

"Temos vacinas para qualquer decisão que vá a ser tomada. Os centros de vacinação vão manter-se como existem para dar execução à decisão que venha a ser tomada", acrescentou.

Assim, a vacinação da eventual terceira dose deverá decorrer em paralelo com a vacinação da gripe, mas esta última terá prioridade, pois "é certa".

O primeiro-ministro sublinhou que terá de haver pelo menos 14 dias de intervalo entre os dois fármacos e o processo deverá estará concluído até ao mês de dezembro, antes da época do Natal e do Ano Novo.

Sobre a nova fase de desconfinamento, que começa a 1 de outubro, Costa embora tenha anunciado o levantamento de várias medidas, fez questão de lembrar que a pandemia ainda não acabou e que esta nova fase “assenta na responsabilidade individual”.

"Podemos considerá-la controlada no momento em que atingimos 85% da população vacinada, mas as vacinas não são 100% eficazes", salientou. E acrescentou: "Vamos ter pela frente um período de invernia, um período frio e com elevado risco de infeções respiratórias, que se traduzirão necessariamente num maio risco de doenças como a gripe, mas também maior risco de contração de covid".

Foi também assim que o primeiro-ministro justificou a continuação da obrigatoriedade do isso de máscara em vários locais: transportes públicos, lares, hospitais, salas de espetáculos, eventos, congressos e nas grandes superfícies comerciais.

Na sequência de dúvidas que surgiram recentemente, Costa fez questão de confirmar o uso de máscara nas escolas não é obrigatório nos espaços exteriores, nem “no comércio local”, ou restaurantes. Em relação aos bares e discotecas que vão voltar também a abrir portas, o equipamento facial de proteção não é exigido, mas é necessário o certificado digital.

A apresentação do documento continua também a ser exigida em viagens e grandes eventos.

Veja tudo o muda a partir de 1 de outubro e consulte na íntegra o plano apresentado pelo Governo.

Abertura de bares e discotecas com certificado digital
Fim dos limites de horários
Restaurantes sem limite máximo de pessoas por grupo
Fim da exigência de certificado digital em restaurantes, estabelecimentos turísticos e alojamento local
Fim dos limites de lotação,designadamente para: Casamentos e batizados, Comércio e Espetáculos culturais

Uso obrigatório de máscara

Transportes públicos
Lares
Hospitais
Salas de espetáculos e eventos
Grandes superfícies

Exigência de Certificado Digital

Viagens por via aérea ou marítima
Visitas a lares e unidades de saúde
Grandes eventos culturais, desportivos ou corporativos
Bares e discotecas