Vinagrete

Merkel e a sua sucessão


É na hora da sucessão de Merkel, sempre tão apoiada pelos alemães, que reparamos como o eleitorado alemão quer dar agora uma volta política enorme.

É que o grande sucesso de Merkel parece ter fundamentalmente resultado do esforço para se manter no cargo, e com o apoio do seu eleitorado. No fundo, isto vê-se mais na Europa. Internamente, terá seguido as suas convicções, como elemento da família cristã, e mostrado assim umas preocupações sociais maiores que o SPD – que com a candidatura dela, teria poucas ou nenhumas hipóteses de lhe fazer frente.

Nas políticas europeias, como já estava de saída, ter-se-á borrifado para a vontade do seu partido e até de uma parte substancial do eleitorado alemão, apoiando certas políticas europeias, mal vistas na Alemanha, mas de carácter social: terá sido o caso dos refugiados  e da chamada bazuca. Mas como são as últimas atitudes as que nos ficam na memória, até como dirigente da Europa ela deixará saudades. E todos nos esquecemos de que foi também responsável por bloqueios europeus, devido a egoísmos nacionais. Ou seja, que durante muito tempo quis agradar mais ao seu partido e eleitorado, do que a ser uma verdadeira dirigente da UE.

O que só foi, quando decidiu abandonar a política.