Sociedade

Liga dos Bombeiros assina acordo com o INEM para definir novas regras do socorro pré-hospitalar

A LBP realça que o surgimento do novo coronavírus "só contribuiu para o agravamento da situação, uma vez que foram os Bombeiros que garantiram, e garantem, a esmagadora maioria dos serviços de transporte de doentes suspeitos de COVID-19" e, deste modo, "urgia um novo acordo materializado na reposição e revisão das obrigações do INEM para com os bombeiros, mesmo se só em parte ficarão totalmente satisfeitas".

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A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) assinará amanhã, pelas 18h, um novo acordo com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) que define novas regras para a prestação do socorro pré-hospitalar pelos bombeiros, como é possível ler em comunicado enviado aos órgãos de informação pela LBP, sendo que a cerimónia decorrerá na sede do INEM, em Lisboa, e será presidida pelo Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, contando também com a presença do Presidente da LBP, Jaime Marta Soares.

"É bom lembrar nesta ocasião que os bombeiros garantem cerca de 90% de todo o serviço de emergência pré-hospitalar em Portugal", lê-se, sendo especificado que o novo acordo - que "poderá não ser o ideal" - "é o possível para definir novas regras e compensações que cubram os custos diretos suportados pelos bombeiros na prestação desse serviço em todo o território continental". Este acordo resulta de um ano de negociações entre a LBP e com a participação da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. É salientado que o mesmo "há muitos anos que não era atualizado, obrigando os bombeiros a suportar boa parte dos custos do socorro sem ressarcimento à escala desse valor", até porque o acordo anterior poderá ter tido aspetos positivos, "mas passaram-se muitos anos sem que tivesse sido revisto, não obstante, a par disso, todos os custos terem aumentado sem parar, seja combustíveis, manutenção e reparação de viaturas, oxigénio, consumíveis ou vencimentos dos tripulantes".

Por outro lado, a LBP realça que o surgimento do novo coronavírus "só contribuiu para o agravamento da situação, uma vez que foram os Bombeiros que garantiram, e garantem, a esmagadora maioria dos serviços de transporte de doentes suspeitos de COVID-19" e, deste modo, "urgia um novo acordo materializado na reposição e revisão das obrigações do INEM para com os bombeiros, mesmo se só em parte ficarão totalmente satisfeitas".