Sociedade

Diário de uma Pandemia é a nova exposição fotográfica do Taguspark

São imagens de mais de 130 fotógrafos, que relatam como estes dias alteraram de forma brusca o panorama dos portugueses. Exposição está dividida em quatro módulos e pode ser visitada até 27 de novembro.

José Coelho
Miguel A. Lopes
Miguel Manso

Dezoito meses após a chegada a Portugal da pandemia de Covid-19, quando foram confirmados oficialmente os primeiros casos de infeção, a associação cultural CC11 apresenta no Núcleo Central do Taguspark – Cidade do Conhecimento a exposição fotográfica Diário de uma Pandemia.

São imagens de mais de 130 fotógrafos, que relatam como estes dias alteraram de forma brusca o panorama dos portugueses.

A mostra estará patente de 1 outubro a 27 novembro 2021, no Núcleo Central do Taguspark - Cidade do Conhecimento, em Oeiras.

A exposição DIÁRIO DE UMA PANDEMIA é constituída por quatro módulos, que têm a fotografia e a informação como seu fio condutor:

EVERYDAYCOVID, é um projeto fotográfico criado no Instagram, onde 119 fotógrafos e fotojornalistas portugueses, entre eles oito editores que diariamente selecionavam os registos fotográficos deste grupo de profissionais. ”O isolamento, o sentido de clausura, a nova realidade das máscaras, a dinâmica dentro dos hospitais, lares, momentos políticos e até funerais, são alguns dos temas retratados”, como descreve o fotojornalista Miguel A. Lopes, um dos fundadores do projeto, juntamente com Gonçalo Borges Dias. “A nossa história terá com certeza outros momentos, mas só houve uma oportunidade para registar este. Será a cápsula do tempo desta época que vivemos”, afirmam os curadores, os fotojornalistas Daniel Rocha, Ilídio Teixeira, Luís Filipe Catarino e Tiago Miranda que selecionaram cerca de 90 fotografias.

RETRATOS DE PORTUGAL PELAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS, é uma seleção de fotografias das agências AFP, AP, Getty Images, Lusa/EPA e Reuters, que fazem o relato visual de como Portugal reagiu à pandemia. “Enquanto muitos ficaram a trabalhar na segurança das suas casas, os correspondentes – tal como outros trabalhadores essenciais – continuaram fora de quatro paredes: mostraram ao mundo os bairros de Lisboa sem turistas, o caos dos hospitais, as missas sem crentes, entre tantos outros momentos que marcaram um período nunca antes vivido”, relata Catarina Demony, correspondente da Reuters em Portugal.

DIAS DA PANDEMIA PELA IMPRENSA NACIONAL, trata-se de uma espécie de linha de tempo entre março e julho de 2020, contada pelas capas dos jornais e revistas portuguesas, a partir de uma seleção do editor João Paulo Cotrim, que nos diz: “A máscara tornou-se o rosto geral, tornando todos um pouco mais iguais, menos indivíduos. Dançamos atrás de cortinas, diz uma chapa, mas ainda assim distinguimos idades e dores, a passagem do tempo, no esvoaçar do branco nos cabelos, no engelhado da mão”.

CLARO E ESCURO, de Luísa Ferreira, autora de inúmeras exposições e livros, desde 1989, recebeu recentemente o Prémio Autores 2019, Artes Visuais, Melhor Trabalho de Fotografia, traz-nos o seu olhar crítico e intimista sobre a pandemia. Esta exposição foi organizada pela associação CC11 e produzida com o apoio do Taguspark, da Casa da Imprensa e da Canon Portugal.

Durante o período em que a exposição está patente, a CC11 e o Taguspark organizam vários eventos, em datas a anunciar, como visitas guiadas à exposição acompanhadas por autores e editores e apresentação do livro Everydaycovid, seguida de debate com convidados.