Politica

Costa foi ao Parlamento irritar-se e chamar "ignorante" a quem o critica

Oposição, dura, acusou Costa de ser feirante e considerou TAP uma "orgia financeira". 


O primeiro-ministro António Costa participou, esta tarde de quinta-feira, em mais um debate parlamentar sobre “política geral”. Este decorreu quatro dias antes da apresentação do Orçamento de Estado para 2022 - que está ainda a ser negociado pelo Governo com O PCP, PEV, Bloco de Esquerda e PAN (e a alguma distância de estar acertado).

Um dos momentos mais altos do debate terá certamente sido a batalha travada entre André Coelho Lima, vice-presidente do PSD, e a António Costa. O deputado social-democrata acusou o primeiro-ministro de “tentar viciar eleições” e “desprestigiar a democracia” com as alusões ao Programa de Recuperação e Resiliência na Campanha (PRR) na campanha. Costa, ‘incendiado’, apontou-lhe “ignorância” sobre o PRR e atirou: “O senhor não me conhece de parte nenhuma e não o autorizo a fazer qualquer juízo moral sobre o meu comportamento, como não faço sobre o seu”. A troca de mimos levou à necessidade de intervenção do vice-presidente da Assembleia da República, José Manuel Pureza: “O debate pode ser vivo, deve ser vivo, mas devemos saber-nos ouvir”.

Em tópico no parlamento esteve também a descida dos impostos sobre os combustíveis. O CDS, como já tem sido hábito, trouxe o assunto à baila: pedindo que baixassem. O primeiro-ministro, como já tem sido hábito, manteve-se resistente à descida: “o custo tributário que tem subido [nos combustíveis] é o que resulta da taxa de carbono, e resulta bem”. O primeiro-ministro defendeu que a taxa de carbono continuará a aumentar, sendo tal um passo no sentido de combater as alterações climáticas.

Houve ainda espaço para a TAP, tendo o assunto sido introduzido pelo líder da oposição. O presidente do PSD acusou o Governo de “dupla falta de respeito” pelos impostos dos portugueses lá investidos - algo que classificou como “orgia financeira” -, questionando-lhe ainda o que irá fazer caso a Comissão Europeia não aprove o seu plano. Costa respondeu não existir qualquer “Plano B”, mostrando-se esperanço que esta possa “viabilizar totalmente” o atual plano até ao final do ano.