Sociedade

Detidos 11 suspeitos de fraude através das aplicações MbWay e MbPhone

Crimes tiveram impacto em cerca de 100 vítimas e causaram, até agora, danos no valor de 500 mil euros - estando a PJ a prever que este valor aumente com o decorrer da investigação.


A Polícia Judiciária (PJ), através da Unidade de Combate ao Cibercrime (UNC3T), desecandeou esta terça-feira uma operação policial de combate ao cibercrime, que teve por base "casos de fraude perpetrados de forma organizada com recurso a plataformas de pagamento eletrónico MbWay, MbPhone e manipulação de comprovativos de transferências", informou a autoridade em comunicado.

No âmbito da operação, denominada 'White Ghost', foram realizadas 35 buscas domiciliárias e detidas 11 pessoas - nove mulheres e dois homens - "presumíveis autores de dezenas de crimes de burla informática agravada, falsidade informática, acesso ilegítimo e branqueamento".

De acordo com a PJ, "a estratégia investigatória passou pela identificação, localização e junção de várias participações que se encontravam dispersas por várias comarcas do país, cuja informação tratada e analisada permitiu demonstrar a atividade delituosa reiterada e organizada, que os agora detidos praticavam".

A investigação permitiu concluir que os autores dos crimes levaram a cabo múltiplas ações criminosas, que deram origem a 77 inquéritos agora incorporados, com impacto em cerca de 100 vítimas.

Na sequência das detenções e das buscas domiciliárias, foram apreendidos vários objetos relacionados com a prática criminosa e/ou adquiridos da forma ilícita, sendo que o valor dos danos atingiu, até ao momento, um valor superior a 500 mil euros, prevendo as autoridades que possa continuar a aumentar, com a continuação da investigação.

A ação policial ocorreu nas zonas de Lisboa, Porto e Albufeira, envolvendo 130 inspetores das várias unidades de Lisboa, Diretorias do Norte e Sul da PJ. Os detidos irão ser presentes a primeiro interrogatório judicial, para aplicação das medidas de coação consideradas adequadas.

A autoridade informa ainda que prossegue as investigações no sentido de apurar "a natureza e a extensão das conexões criminosas deste grupo, continuando a acompanhar casos concretos de fenómenos criminais semelhantes".