Economia

FMI. Economia portuguesa deverá crescer 4,4% este ano

FMI revê em alta perspetivas para Portugal e crescimento deverá ser de 5,1% no próximo ano. A nível mundial previsões foram revistas ligeiramente em baixa.


A economia portuguesa deverá crescer 4,4% já este ano, uma subida que deverá ser mais acentuada no próximo ano (5,1%). Estas são as previsões para Portugal do Fundo Monetário Internacional (FMI) que revê assim em alta o crescimento da economia portuguesa para estes anos. Já em 2023 a perspetiva do crescimento abranda e será de 1,8%.

As previsões foram conhecidas esta terça-feira e a instituição revê então em alta o crescimento esperado para 2021 face aos 3,9% apontados em abril. Já para o quarto trimestre, a instituição liderada por Kristalina Georgieva, prevê que a economia portuguesa cresça 4,8% e 2,3% no mesmo trimestre do próximo ano.

Olhando para os números, o FMI está menos otimista que o Governo que, na proposta do Orçamento do Estado para o próximo ano, aponta para um crescimento de 4,8% em 2021 e 5,5% em 2022.

No que diz respeito à inflação, o FMI perspetiva uma décima de crescimento por ano nos próximos tempos, começando nos 1,2% este ano, 1,3% no próximo e 1,4% em 2023. Números também diferentes dos apresentados pelo Governo português que prevê uma estabilização nos 0,9% em 2021 e 2022.

A instituição sediada em Washington espera também que o saldo da balança corrente portuguesa seja de -1,7% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, -2,1% do PIB em 2022 e chegue a -1,1% em 2026.

E no mundo? A nível mundial, o cenário muda de figura e o FMI reviu em baixa o crescimento económico mundial em 2021 numa décima, passando-as para 5,9% ao invés dos 6% previstos em julho. No entanto, para o próximo ano, as previsões mantêm-se.

“A recuperação mundial continua, mas o ímpeto enfraqueceu-se, estropiado pela pandemia. Fomentada pela variante delta, o número de mortes registadas por covid-19 cresceu cerca de cinco milhões e os riscos sanitários abundam, retendo um regresso completo à normalidade”, lê-se no texto das Previsões Económicas Mundiais.

O FMI deixa ainda o alerta: “Em geral, os riscos às perspetivas económicas aumentaram”, o que levou à revisão em baixa.  “A revisão em baixa também reflete algumas perspetivas mais difíceis de curto prazo para o grupo das economias avançadas, em parte devido às disrupções de oferta”, acrescenta. 

Feitas as contas, se Portugal crescer aquilo que o FMI prevê, será o quinto país da Zona Euro que mais crescerá. À sua frente estarão apenas Espanha (6,4%), Malta (6%), Letónia (5,2%) e República Checa (5,2%). 

Para as economias mais desenvolvidas, o FMI aponta um crescimento, este ano, de 6% nos Estados Unidos, 5% na zona euro, 2,4% no Japão, 6,8% no Reino Unido e 5,7% no Canadá.

E alerta que “a perigosa divergência nas perspetivas económicas entre os países permanece uma grande preocupação”, acrescentando que o crescimento esperado para o grupo das economias avançadas “deverá retomar a sua tendência pré-pandemia em 2022 e excedê-la em 0,9 pontos percentuais em 2024”.