Economia

Frente Comum marca greve para 12 de novembro

Sindicato critica Governo por ausência de respostas.


A Frente Comum convocou para dia 12 de novembro a realização de uma greve nacional da Função Pública para o próximo dia 12 de novembro, para dar continuidade à defesa das suas reivindicações. A estrutura sindical, em comunicado, “denuncia e repudia veementemente a intenção do Governo de alterar a posição de entrada e o desenvolvimento na carreira de técnico Superior”. 

E explica que esta decisão vem no seguimento da “ausência de propostas que deem resposta aos problemas com que todos os trabalhadores da administração pública”.

Na opinião do sindicato, esta ausência de propostas “ilustra a falta de vontade política por parte do governo em resolver as questões que se lhes colocam”. E vai mais longe: “Esta atitude, de total desrespeito pelas estruturas representativas dos trabalhadores – dá-se prioridade à publicidade em detrimento de um processo negocial sério”.

 A Frente Sindical lembra ainda que está a decorrer o processo de negociação geral anual e, como tal, defende que esta atitude traduz-se “como mais uma afronta aos trabalhadores e como uma confirmação da falta de seriedade com que o Governo encara a mesa das negociações”. 

No caderno reivindicativo, a estrutura sindical pede aumentos salariais de 90 euros e um aumento do salário mínimo para 850 euros.

A proposta de Orçamento do Estado para 2022 dá conta de que os gastos com os salários dos funcionários públicos vão subir 3%, em resultado de progressões, promoções e revisão de carreiras. Isto num ano em que o Governo pretende não só avançar com aumentos generalizados de 0,9%, mas também com a subida da remuneração de entrada dos técnicos superiores em 50 euros.