Internacional

Comissão de inquérito acusa Bolsonaro de nove crimes relacionados com a gestão da pandemia de covid-19

Além de Bolsonaro, estão ainda indiciados três dos seus filhos – Eduardo, Carlos e Flávio – por incitação ao crime, vários ministros e ex-ministros, deputados federais e empresários.


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Brasil acusou o Presidente Jair Bolsonaro de nove crimes relacionados com a gestão da pandemia covid-19. No total, o documento apresentado pelo senador Renan Calheiros, pede 68 indiciamentos, entre pessoas e empresas.

A CPI pede que Bolsonaro seja acusado de crimes de epidemia com resultado em morte, infração de medida sanitária preventiva, incitação ao crime, falsificação de documento particular, uso irregular de verbas públicas, prevaricação, crimes contra humanidade e crimes de responsabilidade.

Segundo uma versão preliminar do documento, o chefe de Estado brasileiro estava também acusado dos crimes de homicídio e genocídio indígena, mas a comissão decidiu excluir essas acusações.

Além de Bolsonaro, estão ainda indiciados três dos seus filhos – Eduardo, Carlos e Flávio – por incitação ao crime, vários ministros e ex-ministros, deputados federais e empresários.

Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, está acusado do crime de epidemia com resultado em morte e prevaricação. Onyx Lorenzoni, ministro do Trabalho, por incitação ao crime e crime contra a humanidade. Já o ministro da Defesa, Braga Netto, está acusado de epidemia com resultado morte, e Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União, por prevaricação.

No que diz respeito a ex-ministros, Eduardo Pazuello, responsável pela pasta da Saúde entre setembro de 2020 e março de 2021, está indiciado pelos crimes de epidemia com resultado em morte, uso irregular de verbas públicas, prevaricação, incitação ao crime e crime contra a humanidade. Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores entre outubro de 2018 e março de 2021, está indiciado por epidemia com resultado em morte e incitação ao crime.